Há um ano escolhi seu nome, Cecília!
Há exatos doze meses soube que teria uma menina e pensei com todo amor do mundo nos melhores nomes pra te dar. Comecei a pensar a partir de então no melhor da vida pra te dar, o tempo todo, e no melhor de mim pra te espelhar como mulher.
Desde esse dia também eu temo. Pela nossa luta, que pra você começou no ventre. Não tenho medo de lutar e sei que você já nasceu corajosa, só pela maneira de me olhar e de descobrir curiosamente esse mundo, mesmo tendo estado há mais tempo dentro de mim do que encarando a vida aqui fora.
Mas temo pelo mundo em que estamos vivendo. Pela cultura do estupro, pela desigualdade no mercado de trabalho, pela misoginia e pela homofobia, pelo fanatismo religioso, pela inversão de valores do que hoje chama ser um "cidadão de bem", temo que este mundo ainda não esteja preparado pra você, filha! Pro seu coração sensível, doce, feminino.
Temo pelas Cláudias, Eloás, Lianas, Valentinas, Beatrizes...
São tantos nomes e tantas sem nome e sem voz. Tantas cujas mães também pensaram no nome mais bonito e no melhor que pudessem dar da vida, e que o mundo recebeu com machismo e crueldade. Ainda há muito pra avançar e, infelizmente, muito pra se lamentar...
Mas é você, filha, que me dá cada dia mais força pra erguer a voz, pra exigir respeito, justiça, igualdade. Pra lutar pela nossa vida em um lugar que te mereça, pra lutar pelas suas escolhas e pela sua liberdade. Pra te ver crescer com todas as opções, desde a cor de roupa até o seu planejamento familiar. Pra te ver sem medo de andar sozinha na rua ou de usar a roupa que sentir vontade.
Pra te ver sem culpa e sem receios, pra te ver sem esse calafrio terrível que me invade hoje e me faz chorar com tantas Maria e Clarices nesse solo macho e estéril de empatia e carinho.
Desculpa a trizteza hoje, filha! Mas é por todas nós. Por você a minha voz tem voltado e jamais vai se calar. Seu nome é o mais lindo do mundo, Cecília, E é Mulher!
Clave de Mãe
Gravidez, maternidade, música e muito amor!
sexta-feira, 27 de maio de 2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
Mamãe saiu pra trabalhar...
Hoje estava no metrô a caminho do trabalho e, entre uma música e outra da reprodução aleatória, abri minhas fotos do celular e fiquei olhando pra você, filha!
Olhei demoradamente cada foto com um sorriso molhado no cantinho da boca e uma vontadezinha guardada de voltar pra casa só pra te apertar e te encher de beijos e carinhos! Só mais um pouquinho!
Percebi alguns olhares comovidos ao meu redor, mas não tive pena de mim mesma! Agradeci pela oportunidade de voltar a fazer as coisas que amo, sabendo que quando voltar pra casa tenho um motivo maior pra tudo isso e uma razão enorme me empurrando pra viver cada vez melhor.
Não senti nenhum peso por sair de casa buscando o seu melhor, e mais ainda por te deixar com a outra pessoa que mais te ama nesse mundo. Seu pai, que faz tudo por você, pelo seu bem estar, pela sua segurança e pela minha tranquilidade ao sair de casa sem precisar confiar o seu cuidado a alguém desconhecido.
Não tive tristeza, mas sim gratidão pelas novas possibilidades e por toda a mudança que essa nova fase vai trazer pra nossa rotina.
Não tive também a oportunidade de terminar esse texto no mesmo dia em que comecei... fico ansiosa pra você começar a ler, filha! Falo com você, falo pro seu coração, mas às vezes queria que mais alguém me ouvisse como eu sei que você vai me ouvir.
Quando eu chego em casa tarde, depois de um dia longo de trabalho e do cansaço no trajeto, seu que você me espera e pela forma que olha pra mim, sei que vai me entender e quase sinto que já me ama um pouquinho. Mas esse sentir às vezes é solitário... queria saber que alguém me ouve como você me olha, filha.
E tenho a mesma expectativa quanto a isso quanto a que sinto na sua espera pelo meu abraço antes de ir dormir!
A vida empurra tanto a gente que às vezes a gente esquece que é isso que realmente importa.
Te amo, filha!
E começo a ter a profunda certeza de que essas lágrimas no sorriso ao ver suas fotos nunca mais vão me abandonar.
Olhei demoradamente cada foto com um sorriso molhado no cantinho da boca e uma vontadezinha guardada de voltar pra casa só pra te apertar e te encher de beijos e carinhos! Só mais um pouquinho!
Percebi alguns olhares comovidos ao meu redor, mas não tive pena de mim mesma! Agradeci pela oportunidade de voltar a fazer as coisas que amo, sabendo que quando voltar pra casa tenho um motivo maior pra tudo isso e uma razão enorme me empurrando pra viver cada vez melhor.
Não senti nenhum peso por sair de casa buscando o seu melhor, e mais ainda por te deixar com a outra pessoa que mais te ama nesse mundo. Seu pai, que faz tudo por você, pelo seu bem estar, pela sua segurança e pela minha tranquilidade ao sair de casa sem precisar confiar o seu cuidado a alguém desconhecido.
Não tive tristeza, mas sim gratidão pelas novas possibilidades e por toda a mudança que essa nova fase vai trazer pra nossa rotina.
Não tive também a oportunidade de terminar esse texto no mesmo dia em que comecei... fico ansiosa pra você começar a ler, filha! Falo com você, falo pro seu coração, mas às vezes queria que mais alguém me ouvisse como eu sei que você vai me ouvir.
Quando eu chego em casa tarde, depois de um dia longo de trabalho e do cansaço no trajeto, seu que você me espera e pela forma que olha pra mim, sei que vai me entender e quase sinto que já me ama um pouquinho. Mas esse sentir às vezes é solitário... queria saber que alguém me ouve como você me olha, filha.
E tenho a mesma expectativa quanto a isso quanto a que sinto na sua espera pelo meu abraço antes de ir dormir!
A vida empurra tanto a gente que às vezes a gente esquece que é isso que realmente importa.
Te amo, filha!
E começo a ter a profunda certeza de que essas lágrimas no sorriso ao ver suas fotos nunca mais vão me abandonar.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Uma mulher com corpo de mãe...
Depois de muito tempo refletindo, depois de algumas crises de aceitação e muitas revoltas contra o espelho, chega o momento de falar sobre isso. O momento em que o corpo ainda não está no lugar, mas a cabeça já oscila menos...
A gente muda tanto nesses dois aspectos que às vezes não consegue assimilar ao tempo de cada transformação.
A gravidez faz da mulher uma entidade santa! É uma barriga católica de Virgem Maria que carregamos nove meses sem o direito de ser mulher, de sermos desejadas, admiradas fisicamente, exceto pelo milagre que carregamos no ventre.
Junto com essa visão santificada do corpo, aparecem os ichaços, estrias, marcas e hormônios destruidores do nosso amor próprio, para que possamos atribuir todo amor do mundo ao serzinho que estamos carregando.
O parto é outro momento delicado e cheio de estigmas, cicatrizes, fases de recuperação e um cansaço que carregamos durante toda a amamentação e que destói qualquer resquício de individualidade que ainda fosse possível. Você agora é mãe! Ainda não voltou a ser uma mulher.
Aos poucos você vai voltando a se olhar no espelho e reparar no que mudou. É um processo doloroso em que não nos permitimos nem a auto-crítica. Nos culpamos pois é uma insatisfação física muito menos relevante do que a sua razão. Devíamos esquecer de tudo isso, pois a maravilhosa maternidade é o grande fator compensador.
Esse é o momento chave. É aí onde escolhemos, conscientemente ou não, aceitar nossa individualidade de volta e lutar pela aceitação ou nos "conformar" com as mudanças e assumir o papel de mãe de família.
Quero reforçar nesse caso a questão como "aceitação", pois em nenhum momento me refiro a uma questão específica de peso! É muito mais uma questão psicológica do que física. É muito mais fácil perder peso (se essa for a sua necessidade) do que se aceitar novamente como mulher depois de uma gravidez.
A gente precisa saber que não é pecado se cansar do choro do filho ou querer deixar o bebê com os avós pra se curtir como casal. A gente precisa saber que é importante se olhar e se admirar como mulher apesar das mudanças, sejam elas estrias, quilos a mais ou o fator da gravidade... São as marcas da vida.
Precisamos deixar que nossas experiências nos empoderem, e hoje vejo a maternidade como a mais poderosa das experiências, mesmo sendo a mais destruidora.
Estou em processo, é tudo muito recente, mas vejo claramente que somos sim uma família, somos um trio, mais que também somos dois, somos um casal, e ainda mais, ainda sou mulher. Ainda sou, novamente uma mulher. E que eu possa ser feliz com tudo isso...
E que minha filha possa ter orgulho dessa mulher quando crescer!
<3
A gente muda tanto nesses dois aspectos que às vezes não consegue assimilar ao tempo de cada transformação.
A gravidez faz da mulher uma entidade santa! É uma barriga católica de Virgem Maria que carregamos nove meses sem o direito de ser mulher, de sermos desejadas, admiradas fisicamente, exceto pelo milagre que carregamos no ventre.
Junto com essa visão santificada do corpo, aparecem os ichaços, estrias, marcas e hormônios destruidores do nosso amor próprio, para que possamos atribuir todo amor do mundo ao serzinho que estamos carregando.
O parto é outro momento delicado e cheio de estigmas, cicatrizes, fases de recuperação e um cansaço que carregamos durante toda a amamentação e que destói qualquer resquício de individualidade que ainda fosse possível. Você agora é mãe! Ainda não voltou a ser uma mulher.
Aos poucos você vai voltando a se olhar no espelho e reparar no que mudou. É um processo doloroso em que não nos permitimos nem a auto-crítica. Nos culpamos pois é uma insatisfação física muito menos relevante do que a sua razão. Devíamos esquecer de tudo isso, pois a maravilhosa maternidade é o grande fator compensador.
Esse é o momento chave. É aí onde escolhemos, conscientemente ou não, aceitar nossa individualidade de volta e lutar pela aceitação ou nos "conformar" com as mudanças e assumir o papel de mãe de família.
Quero reforçar nesse caso a questão como "aceitação", pois em nenhum momento me refiro a uma questão específica de peso! É muito mais uma questão psicológica do que física. É muito mais fácil perder peso (se essa for a sua necessidade) do que se aceitar novamente como mulher depois de uma gravidez.
A gente precisa saber que não é pecado se cansar do choro do filho ou querer deixar o bebê com os avós pra se curtir como casal. A gente precisa saber que é importante se olhar e se admirar como mulher apesar das mudanças, sejam elas estrias, quilos a mais ou o fator da gravidade... São as marcas da vida.
Precisamos deixar que nossas experiências nos empoderem, e hoje vejo a maternidade como a mais poderosa das experiências, mesmo sendo a mais destruidora.
Estou em processo, é tudo muito recente, mas vejo claramente que somos sim uma família, somos um trio, mais que também somos dois, somos um casal, e ainda mais, ainda sou mulher. Ainda sou, novamente uma mulher. E que eu possa ser feliz com tudo isso...
E que minha filha possa ter orgulho dessa mulher quando crescer!
<3
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Desafio da Maternidade: Difícil é escolher apenas três
Algumas amigas muito queridas recentemente me marcaram em um desafio muito fofo no facebook, para mostrar nossa gratidão pela oportunidade de sermos mães e para mostrar o quanto isso nos faz felizes! Achei muito legal, mas me chamou mais atenção esse título e essa questão: O desafio da maternidade!
É fácil encontrar muitas fotos fofas de momentos maravilhosos e especiais com você, filha!! Mesmo em pouco menos de cinco meses que estamos juntas, sua vinda já me trouxe uma alegria sem tamanho!
Mas ser mãe me trouxe desafios na mesma proporção de cada alegria!
Ser mãe me desafia a reavaliar minhas atitudes, hábitos e comportamentos a longo prazo, me preocupando em ser um bom exemplo e alguém de quem você possa se orgulhar.
Ser mãe me desafia a repensar a minha carreira profissional, procurando opções que conciliem qualidade de vida, segurança financeira e tempo para gente conseguir curtir a companhia uma da outra.
Ser mãe me desafia a ser um porto seguro, ter confiança em mim mesma e nas minhas decisões, apesar dos inúmeros palpites e conselhos, sendo mãe da minha maneira.
Ser mãe me desafia a ser uma companheira mais compreensiva, mais presente, ter um diálogo constante e franco com o seu pai, para que a sua vinda jamais nos afaste, e sim fortaleça nosso amor.
Ser mãe me desafia a manter as amizades e aproximar você das pessoas queridas, tomando cuidado para não tornar a maternidade o centro de nossos assuntos o tempo todo.
Ser mãe me desafia o tempo todo e a todo momento. E é maravilhoso saber que isso não vai ter fim, pois sei que a cada etapa desafiadora, teremos novos aprendizados e as alegrias vão continuar multiplicando nosso amor!
"Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim!!..."
(Pétala - Djavan)
É fácil encontrar muitas fotos fofas de momentos maravilhosos e especiais com você, filha!! Mesmo em pouco menos de cinco meses que estamos juntas, sua vinda já me trouxe uma alegria sem tamanho!
Mas ser mãe me trouxe desafios na mesma proporção de cada alegria!
Ser mãe me desafia a reavaliar minhas atitudes, hábitos e comportamentos a longo prazo, me preocupando em ser um bom exemplo e alguém de quem você possa se orgulhar.
Ser mãe me desafia a repensar a minha carreira profissional, procurando opções que conciliem qualidade de vida, segurança financeira e tempo para gente conseguir curtir a companhia uma da outra.
Ser mãe me desafia a ser um porto seguro, ter confiança em mim mesma e nas minhas decisões, apesar dos inúmeros palpites e conselhos, sendo mãe da minha maneira.
Ser mãe me desafia a ser uma companheira mais compreensiva, mais presente, ter um diálogo constante e franco com o seu pai, para que a sua vinda jamais nos afaste, e sim fortaleça nosso amor.
Ser mãe me desafia a manter as amizades e aproximar você das pessoas queridas, tomando cuidado para não tornar a maternidade o centro de nossos assuntos o tempo todo.
Ser mãe me desafia o tempo todo e a todo momento. E é maravilhoso saber que isso não vai ter fim, pois sei que a cada etapa desafiadora, teremos novos aprendizados e as alegrias vão continuar multiplicando nosso amor!
"Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim!!..."
(Pétala - Djavan)
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Comidinhas e suquinhos pro bebê: Descobrindo os sabores
Já estamos juntas há mais de quatro meses e nossas aventuras e descobertas continuam a todo vapor!
Como meu leite durou pouco e logo tivemos que complementar com a fórmula, sua pediatra nos orientou aos três meses a iniciar com os suquinhos e no quarto mês as comidinhas sólidas de verduras e legumes, a princípio uma vez ao dia. Você começou a descobrir os sabores e nós começamos a criar uma pequena rotina!
Os suquinhos a princípio ajudaram muito pra regular o seu intestino, que ficava meio preso com o leitinho de fórmula. Você adora mamão! Laranja lima também, mas não é o preferido!
Descobrimos um saquinho onde você experimenta as frutinhas sem o risco de engasgar com os pedacinhos e ainda aproveita para massagear as gengivas que já estão começando a coçar! É muito legal! Ganhamos da tia Ísis, que trouxe do exterior, mas nem sabia pra que servia...rs Mas existe no Brasil também, é da marca Munchkin, muito bom!!
Você já experimentou banana, ameixa e mamão, por enquanto as mais docinhas!
Com as papinhas salgadas estamos começando ainda, então não tivemos tempo pra muitas experiências. Mas já tivemos cenoura, batatinha com couve, acelga com tomate e algumas variações dos mesmos legumes. Estou ansiosa pra você experimentar a beterraba, mas você precisa se aperfeiçoar um pouco mais na habilidade com a colher e empurrar menos papinha pra fora... senão suas roupinhas e babadores vão ficar todos roxos!
Como meu leite durou pouco e logo tivemos que complementar com a fórmula, sua pediatra nos orientou aos três meses a iniciar com os suquinhos e no quarto mês as comidinhas sólidas de verduras e legumes, a princípio uma vez ao dia. Você começou a descobrir os sabores e nós começamos a criar uma pequena rotina!
Os suquinhos a princípio ajudaram muito pra regular o seu intestino, que ficava meio preso com o leitinho de fórmula. Você adora mamão! Laranja lima também, mas não é o preferido!
Descobrimos um saquinho onde você experimenta as frutinhas sem o risco de engasgar com os pedacinhos e ainda aproveita para massagear as gengivas que já estão começando a coçar! É muito legal! Ganhamos da tia Ísis, que trouxe do exterior, mas nem sabia pra que servia...rs Mas existe no Brasil também, é da marca Munchkin, muito bom!!
Você já experimentou banana, ameixa e mamão, por enquanto as mais docinhas!
Com as papinhas salgadas estamos começando ainda, então não tivemos tempo pra muitas experiências. Mas já tivemos cenoura, batatinha com couve, acelga com tomate e algumas variações dos mesmos legumes. Estou ansiosa pra você experimentar a beterraba, mas você precisa se aperfeiçoar um pouco mais na habilidade com a colher e empurrar menos papinha pra fora... senão suas roupinhas e babadores vão ficar todos roxos!
Papai é muito melhor cozinheiro de papinhas do que eu, apesar de se confundir com os ingredientes pela falta de hábito com legumes e frutas! Mas está sendo ótimo pra ele fazer o seu almoço todo dia! Logo você vai começar a jantar também e quem sabe nos colocar nos eixos em relação aos nossos horários malucos!
Está sendo muito divertido o início dessa nova fase de descobertas! E aceitamos dicas e receitas de quem já passou ou está passando por ela também! E vamos pra feira!!! =)
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