Há um ano escolhi seu nome, Cecília!
Há exatos doze meses soube que teria uma menina e pensei com todo amor do mundo nos melhores nomes pra te dar. Comecei a pensar a partir de então no melhor da vida pra te dar, o tempo todo, e no melhor de mim pra te espelhar como mulher.
Desde esse dia também eu temo. Pela nossa luta, que pra você começou no ventre. Não tenho medo de lutar e sei que você já nasceu corajosa, só pela maneira de me olhar e de descobrir curiosamente esse mundo, mesmo tendo estado há mais tempo dentro de mim do que encarando a vida aqui fora.
Mas temo pelo mundo em que estamos vivendo. Pela cultura do estupro, pela desigualdade no mercado de trabalho, pela misoginia e pela homofobia, pelo fanatismo religioso, pela inversão de valores do que hoje chama ser um "cidadão de bem", temo que este mundo ainda não esteja preparado pra você, filha! Pro seu coração sensível, doce, feminino.
Temo pelas Cláudias, Eloás, Lianas, Valentinas, Beatrizes...
São tantos nomes e tantas sem nome e sem voz. Tantas cujas mães também pensaram no nome mais bonito e no melhor que pudessem dar da vida, e que o mundo recebeu com machismo e crueldade. Ainda há muito pra avançar e, infelizmente, muito pra se lamentar...
Mas é você, filha, que me dá cada dia mais força pra erguer a voz, pra exigir respeito, justiça, igualdade. Pra lutar pela nossa vida em um lugar que te mereça, pra lutar pelas suas escolhas e pela sua liberdade. Pra te ver crescer com todas as opções, desde a cor de roupa até o seu planejamento familiar. Pra te ver sem medo de andar sozinha na rua ou de usar a roupa que sentir vontade.
Pra te ver sem culpa e sem receios, pra te ver sem esse calafrio terrível que me invade hoje e me faz chorar com tantas Maria e Clarices nesse solo macho e estéril de empatia e carinho.
Desculpa a trizteza hoje, filha! Mas é por todas nós. Por você a minha voz tem voltado e jamais vai se calar. Seu nome é o mais lindo do mundo, Cecília, E é Mulher!
sexta-feira, 27 de maio de 2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
Mamãe saiu pra trabalhar...
Hoje estava no metrô a caminho do trabalho e, entre uma música e outra da reprodução aleatória, abri minhas fotos do celular e fiquei olhando pra você, filha!
Olhei demoradamente cada foto com um sorriso molhado no cantinho da boca e uma vontadezinha guardada de voltar pra casa só pra te apertar e te encher de beijos e carinhos! Só mais um pouquinho!
Percebi alguns olhares comovidos ao meu redor, mas não tive pena de mim mesma! Agradeci pela oportunidade de voltar a fazer as coisas que amo, sabendo que quando voltar pra casa tenho um motivo maior pra tudo isso e uma razão enorme me empurrando pra viver cada vez melhor.
Não senti nenhum peso por sair de casa buscando o seu melhor, e mais ainda por te deixar com a outra pessoa que mais te ama nesse mundo. Seu pai, que faz tudo por você, pelo seu bem estar, pela sua segurança e pela minha tranquilidade ao sair de casa sem precisar confiar o seu cuidado a alguém desconhecido.
Não tive tristeza, mas sim gratidão pelas novas possibilidades e por toda a mudança que essa nova fase vai trazer pra nossa rotina.
Não tive também a oportunidade de terminar esse texto no mesmo dia em que comecei... fico ansiosa pra você começar a ler, filha! Falo com você, falo pro seu coração, mas às vezes queria que mais alguém me ouvisse como eu sei que você vai me ouvir.
Quando eu chego em casa tarde, depois de um dia longo de trabalho e do cansaço no trajeto, seu que você me espera e pela forma que olha pra mim, sei que vai me entender e quase sinto que já me ama um pouquinho. Mas esse sentir às vezes é solitário... queria saber que alguém me ouve como você me olha, filha.
E tenho a mesma expectativa quanto a isso quanto a que sinto na sua espera pelo meu abraço antes de ir dormir!
A vida empurra tanto a gente que às vezes a gente esquece que é isso que realmente importa.
Te amo, filha!
E começo a ter a profunda certeza de que essas lágrimas no sorriso ao ver suas fotos nunca mais vão me abandonar.
Olhei demoradamente cada foto com um sorriso molhado no cantinho da boca e uma vontadezinha guardada de voltar pra casa só pra te apertar e te encher de beijos e carinhos! Só mais um pouquinho!
Percebi alguns olhares comovidos ao meu redor, mas não tive pena de mim mesma! Agradeci pela oportunidade de voltar a fazer as coisas que amo, sabendo que quando voltar pra casa tenho um motivo maior pra tudo isso e uma razão enorme me empurrando pra viver cada vez melhor.
Não senti nenhum peso por sair de casa buscando o seu melhor, e mais ainda por te deixar com a outra pessoa que mais te ama nesse mundo. Seu pai, que faz tudo por você, pelo seu bem estar, pela sua segurança e pela minha tranquilidade ao sair de casa sem precisar confiar o seu cuidado a alguém desconhecido.
Não tive tristeza, mas sim gratidão pelas novas possibilidades e por toda a mudança que essa nova fase vai trazer pra nossa rotina.
Não tive também a oportunidade de terminar esse texto no mesmo dia em que comecei... fico ansiosa pra você começar a ler, filha! Falo com você, falo pro seu coração, mas às vezes queria que mais alguém me ouvisse como eu sei que você vai me ouvir.
Quando eu chego em casa tarde, depois de um dia longo de trabalho e do cansaço no trajeto, seu que você me espera e pela forma que olha pra mim, sei que vai me entender e quase sinto que já me ama um pouquinho. Mas esse sentir às vezes é solitário... queria saber que alguém me ouve como você me olha, filha.
E tenho a mesma expectativa quanto a isso quanto a que sinto na sua espera pelo meu abraço antes de ir dormir!
A vida empurra tanto a gente que às vezes a gente esquece que é isso que realmente importa.
Te amo, filha!
E começo a ter a profunda certeza de que essas lágrimas no sorriso ao ver suas fotos nunca mais vão me abandonar.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Uma mulher com corpo de mãe...
Depois de muito tempo refletindo, depois de algumas crises de aceitação e muitas revoltas contra o espelho, chega o momento de falar sobre isso. O momento em que o corpo ainda não está no lugar, mas a cabeça já oscila menos...
A gente muda tanto nesses dois aspectos que às vezes não consegue assimilar ao tempo de cada transformação.
A gravidez faz da mulher uma entidade santa! É uma barriga católica de Virgem Maria que carregamos nove meses sem o direito de ser mulher, de sermos desejadas, admiradas fisicamente, exceto pelo milagre que carregamos no ventre.
Junto com essa visão santificada do corpo, aparecem os ichaços, estrias, marcas e hormônios destruidores do nosso amor próprio, para que possamos atribuir todo amor do mundo ao serzinho que estamos carregando.
O parto é outro momento delicado e cheio de estigmas, cicatrizes, fases de recuperação e um cansaço que carregamos durante toda a amamentação e que destói qualquer resquício de individualidade que ainda fosse possível. Você agora é mãe! Ainda não voltou a ser uma mulher.
Aos poucos você vai voltando a se olhar no espelho e reparar no que mudou. É um processo doloroso em que não nos permitimos nem a auto-crítica. Nos culpamos pois é uma insatisfação física muito menos relevante do que a sua razão. Devíamos esquecer de tudo isso, pois a maravilhosa maternidade é o grande fator compensador.
Esse é o momento chave. É aí onde escolhemos, conscientemente ou não, aceitar nossa individualidade de volta e lutar pela aceitação ou nos "conformar" com as mudanças e assumir o papel de mãe de família.
Quero reforçar nesse caso a questão como "aceitação", pois em nenhum momento me refiro a uma questão específica de peso! É muito mais uma questão psicológica do que física. É muito mais fácil perder peso (se essa for a sua necessidade) do que se aceitar novamente como mulher depois de uma gravidez.
A gente precisa saber que não é pecado se cansar do choro do filho ou querer deixar o bebê com os avós pra se curtir como casal. A gente precisa saber que é importante se olhar e se admirar como mulher apesar das mudanças, sejam elas estrias, quilos a mais ou o fator da gravidade... São as marcas da vida.
Precisamos deixar que nossas experiências nos empoderem, e hoje vejo a maternidade como a mais poderosa das experiências, mesmo sendo a mais destruidora.
Estou em processo, é tudo muito recente, mas vejo claramente que somos sim uma família, somos um trio, mais que também somos dois, somos um casal, e ainda mais, ainda sou mulher. Ainda sou, novamente uma mulher. E que eu possa ser feliz com tudo isso...
E que minha filha possa ter orgulho dessa mulher quando crescer!
<3
A gente muda tanto nesses dois aspectos que às vezes não consegue assimilar ao tempo de cada transformação.
A gravidez faz da mulher uma entidade santa! É uma barriga católica de Virgem Maria que carregamos nove meses sem o direito de ser mulher, de sermos desejadas, admiradas fisicamente, exceto pelo milagre que carregamos no ventre.
Junto com essa visão santificada do corpo, aparecem os ichaços, estrias, marcas e hormônios destruidores do nosso amor próprio, para que possamos atribuir todo amor do mundo ao serzinho que estamos carregando.
O parto é outro momento delicado e cheio de estigmas, cicatrizes, fases de recuperação e um cansaço que carregamos durante toda a amamentação e que destói qualquer resquício de individualidade que ainda fosse possível. Você agora é mãe! Ainda não voltou a ser uma mulher.
Aos poucos você vai voltando a se olhar no espelho e reparar no que mudou. É um processo doloroso em que não nos permitimos nem a auto-crítica. Nos culpamos pois é uma insatisfação física muito menos relevante do que a sua razão. Devíamos esquecer de tudo isso, pois a maravilhosa maternidade é o grande fator compensador.
Esse é o momento chave. É aí onde escolhemos, conscientemente ou não, aceitar nossa individualidade de volta e lutar pela aceitação ou nos "conformar" com as mudanças e assumir o papel de mãe de família.
Quero reforçar nesse caso a questão como "aceitação", pois em nenhum momento me refiro a uma questão específica de peso! É muito mais uma questão psicológica do que física. É muito mais fácil perder peso (se essa for a sua necessidade) do que se aceitar novamente como mulher depois de uma gravidez.
A gente precisa saber que não é pecado se cansar do choro do filho ou querer deixar o bebê com os avós pra se curtir como casal. A gente precisa saber que é importante se olhar e se admirar como mulher apesar das mudanças, sejam elas estrias, quilos a mais ou o fator da gravidade... São as marcas da vida.
Precisamos deixar que nossas experiências nos empoderem, e hoje vejo a maternidade como a mais poderosa das experiências, mesmo sendo a mais destruidora.
Estou em processo, é tudo muito recente, mas vejo claramente que somos sim uma família, somos um trio, mais que também somos dois, somos um casal, e ainda mais, ainda sou mulher. Ainda sou, novamente uma mulher. E que eu possa ser feliz com tudo isso...
E que minha filha possa ter orgulho dessa mulher quando crescer!
<3
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Desafio da Maternidade: Difícil é escolher apenas três
Algumas amigas muito queridas recentemente me marcaram em um desafio muito fofo no facebook, para mostrar nossa gratidão pela oportunidade de sermos mães e para mostrar o quanto isso nos faz felizes! Achei muito legal, mas me chamou mais atenção esse título e essa questão: O desafio da maternidade!
É fácil encontrar muitas fotos fofas de momentos maravilhosos e especiais com você, filha!! Mesmo em pouco menos de cinco meses que estamos juntas, sua vinda já me trouxe uma alegria sem tamanho!
Mas ser mãe me trouxe desafios na mesma proporção de cada alegria!
Ser mãe me desafia a reavaliar minhas atitudes, hábitos e comportamentos a longo prazo, me preocupando em ser um bom exemplo e alguém de quem você possa se orgulhar.
Ser mãe me desafia a repensar a minha carreira profissional, procurando opções que conciliem qualidade de vida, segurança financeira e tempo para gente conseguir curtir a companhia uma da outra.
Ser mãe me desafia a ser um porto seguro, ter confiança em mim mesma e nas minhas decisões, apesar dos inúmeros palpites e conselhos, sendo mãe da minha maneira.
Ser mãe me desafia a ser uma companheira mais compreensiva, mais presente, ter um diálogo constante e franco com o seu pai, para que a sua vinda jamais nos afaste, e sim fortaleça nosso amor.
Ser mãe me desafia a manter as amizades e aproximar você das pessoas queridas, tomando cuidado para não tornar a maternidade o centro de nossos assuntos o tempo todo.
Ser mãe me desafia o tempo todo e a todo momento. E é maravilhoso saber que isso não vai ter fim, pois sei que a cada etapa desafiadora, teremos novos aprendizados e as alegrias vão continuar multiplicando nosso amor!
"Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim!!..."
(Pétala - Djavan)
É fácil encontrar muitas fotos fofas de momentos maravilhosos e especiais com você, filha!! Mesmo em pouco menos de cinco meses que estamos juntas, sua vinda já me trouxe uma alegria sem tamanho!
Mas ser mãe me trouxe desafios na mesma proporção de cada alegria!
Ser mãe me desafia a reavaliar minhas atitudes, hábitos e comportamentos a longo prazo, me preocupando em ser um bom exemplo e alguém de quem você possa se orgulhar.
Ser mãe me desafia a repensar a minha carreira profissional, procurando opções que conciliem qualidade de vida, segurança financeira e tempo para gente conseguir curtir a companhia uma da outra.
Ser mãe me desafia a ser um porto seguro, ter confiança em mim mesma e nas minhas decisões, apesar dos inúmeros palpites e conselhos, sendo mãe da minha maneira.
Ser mãe me desafia a ser uma companheira mais compreensiva, mais presente, ter um diálogo constante e franco com o seu pai, para que a sua vinda jamais nos afaste, e sim fortaleça nosso amor.
Ser mãe me desafia a manter as amizades e aproximar você das pessoas queridas, tomando cuidado para não tornar a maternidade o centro de nossos assuntos o tempo todo.
Ser mãe me desafia o tempo todo e a todo momento. E é maravilhoso saber que isso não vai ter fim, pois sei que a cada etapa desafiadora, teremos novos aprendizados e as alegrias vão continuar multiplicando nosso amor!
"Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim!!..."
(Pétala - Djavan)
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Comidinhas e suquinhos pro bebê: Descobrindo os sabores
Já estamos juntas há mais de quatro meses e nossas aventuras e descobertas continuam a todo vapor!
Como meu leite durou pouco e logo tivemos que complementar com a fórmula, sua pediatra nos orientou aos três meses a iniciar com os suquinhos e no quarto mês as comidinhas sólidas de verduras e legumes, a princípio uma vez ao dia. Você começou a descobrir os sabores e nós começamos a criar uma pequena rotina!
Os suquinhos a princípio ajudaram muito pra regular o seu intestino, que ficava meio preso com o leitinho de fórmula. Você adora mamão! Laranja lima também, mas não é o preferido!
Descobrimos um saquinho onde você experimenta as frutinhas sem o risco de engasgar com os pedacinhos e ainda aproveita para massagear as gengivas que já estão começando a coçar! É muito legal! Ganhamos da tia Ísis, que trouxe do exterior, mas nem sabia pra que servia...rs Mas existe no Brasil também, é da marca Munchkin, muito bom!!
Você já experimentou banana, ameixa e mamão, por enquanto as mais docinhas!
Com as papinhas salgadas estamos começando ainda, então não tivemos tempo pra muitas experiências. Mas já tivemos cenoura, batatinha com couve, acelga com tomate e algumas variações dos mesmos legumes. Estou ansiosa pra você experimentar a beterraba, mas você precisa se aperfeiçoar um pouco mais na habilidade com a colher e empurrar menos papinha pra fora... senão suas roupinhas e babadores vão ficar todos roxos!
Como meu leite durou pouco e logo tivemos que complementar com a fórmula, sua pediatra nos orientou aos três meses a iniciar com os suquinhos e no quarto mês as comidinhas sólidas de verduras e legumes, a princípio uma vez ao dia. Você começou a descobrir os sabores e nós começamos a criar uma pequena rotina!
Os suquinhos a princípio ajudaram muito pra regular o seu intestino, que ficava meio preso com o leitinho de fórmula. Você adora mamão! Laranja lima também, mas não é o preferido!
Descobrimos um saquinho onde você experimenta as frutinhas sem o risco de engasgar com os pedacinhos e ainda aproveita para massagear as gengivas que já estão começando a coçar! É muito legal! Ganhamos da tia Ísis, que trouxe do exterior, mas nem sabia pra que servia...rs Mas existe no Brasil também, é da marca Munchkin, muito bom!!
Você já experimentou banana, ameixa e mamão, por enquanto as mais docinhas!
Com as papinhas salgadas estamos começando ainda, então não tivemos tempo pra muitas experiências. Mas já tivemos cenoura, batatinha com couve, acelga com tomate e algumas variações dos mesmos legumes. Estou ansiosa pra você experimentar a beterraba, mas você precisa se aperfeiçoar um pouco mais na habilidade com a colher e empurrar menos papinha pra fora... senão suas roupinhas e babadores vão ficar todos roxos!
Papai é muito melhor cozinheiro de papinhas do que eu, apesar de se confundir com os ingredientes pela falta de hábito com legumes e frutas! Mas está sendo ótimo pra ele fazer o seu almoço todo dia! Logo você vai começar a jantar também e quem sabe nos colocar nos eixos em relação aos nossos horários malucos!
Está sendo muito divertido o início dessa nova fase de descobertas! E aceitamos dicas e receitas de quem já passou ou está passando por ela também! E vamos pra feira!!! =)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
O que você quer ser quando seu filho crescer?
Dizem que tudo muda quando você tem um filho. Quando a gente ouve assim, parece que como num passe de mágica, a criaturinha que nasce altera sua maneira de pensar, de agir, de planejar (ou não) o futuro... tudo imediatamente após o parto,
Mas não é bem assim. Conversando agora com uma amiga querida, encontrei uma definição do que pode ser esse momento. É como "atravessar um portal"... você entra do mesmo jeito e com o mesmo olhar, mas vai mudando conforme muda o cenário.
A maternidade muda as cores da casa, os horários e hábitos da família, a maneira de se relacionar dos pais... mas tudo gradativamente. Nossa ideia a princípio sempre foi incluir mais um na nossa rotina, fazendo as devidas adaptações. Parece muito simples e começamos fazendo assim...
Mas aos poucos a gente percebe que algumas coisas precisam mudar na nossa rotina e na nossa maneira de agir, não pelo bebê, mas pela nossa necessidade de nos transformar em pais, em porto seguro, em exemplos!
Coisas como comprar um cigarro eletrônico, que antes jamais passaria pela cabeça do papai fumante convicto... ou reduzir a rotina de aulas e shows para trabalhar com algo mais estável, algo antes desnecessário ou fora do planejamento. Panejamento a longo prazo então, antes de ter filho isso significa dois ou no máximo três anos, o tempo de um contrato de aluguel.
Hoje, longo prazo é pensar na festa de debutante da Cecília ou na sua faculdade, intercâmbio no exterior e em poder proporcionar coisas que tivemos que batalhar muito pra conquistar.
E é aí que repensamos a nossa vida e nossas escolhas. O que sou e o que faço hoje seria motivo de orgulho pra minha filha? O que fazer pra ser um bom espelho como pessoa, como mulher, como profissional...
São tantas interrogações e inquietudes ao passar por esse portal, que a gente acaba se dando conta no meio do caminho de que as coisas realmente nunca mais vão voltar a ser como antes. E que esse amadurecimento é positivo e maravilhoso, mas pode ser um pouco doloroso também.
Desapegar de nossos velhos hábitos e (des)preocupações, planejar, economizar... crescer! Mas são aqueles olhinhos nos seguindo e aquele sorriso espontâneo ao ouvir sua voz que te movem a essa mudança. E você atravessa, segurando mãozinhas minúsculas que te fazem ser enorme e vencer todos os medos e inseguranças.
Aí você se dá conta de que essa travessia vai durar a sua vida toda e entende que essa é a sua motivação pra sempre continuar crescendo. E que vai fazer tudo que puder pra que essa pessoinha em quem você se vê hoje, tenha a mesma alegria nessas semelhanças.
Hoje quero ser uma pessoa de quem minha filha se orgulhe quando crescer!
Dorme meu pequenininho, Dorme que a noite já vem.
Teu pai está muito sozinho De tanto amor que ele tem.
De repente o vejo se transformar Num menino igual a mim
Que vem correndo me beijar, Quando eu chegar lá de onde vim...
(O filho que eu quero ter - Chico Buarque e Vinícius de Moraes)
Mas não é bem assim. Conversando agora com uma amiga querida, encontrei uma definição do que pode ser esse momento. É como "atravessar um portal"... você entra do mesmo jeito e com o mesmo olhar, mas vai mudando conforme muda o cenário.
A maternidade muda as cores da casa, os horários e hábitos da família, a maneira de se relacionar dos pais... mas tudo gradativamente. Nossa ideia a princípio sempre foi incluir mais um na nossa rotina, fazendo as devidas adaptações. Parece muito simples e começamos fazendo assim...
Mas aos poucos a gente percebe que algumas coisas precisam mudar na nossa rotina e na nossa maneira de agir, não pelo bebê, mas pela nossa necessidade de nos transformar em pais, em porto seguro, em exemplos!
Coisas como comprar um cigarro eletrônico, que antes jamais passaria pela cabeça do papai fumante convicto... ou reduzir a rotina de aulas e shows para trabalhar com algo mais estável, algo antes desnecessário ou fora do planejamento. Panejamento a longo prazo então, antes de ter filho isso significa dois ou no máximo três anos, o tempo de um contrato de aluguel.
Hoje, longo prazo é pensar na festa de debutante da Cecília ou na sua faculdade, intercâmbio no exterior e em poder proporcionar coisas que tivemos que batalhar muito pra conquistar.
E é aí que repensamos a nossa vida e nossas escolhas. O que sou e o que faço hoje seria motivo de orgulho pra minha filha? O que fazer pra ser um bom espelho como pessoa, como mulher, como profissional...
São tantas interrogações e inquietudes ao passar por esse portal, que a gente acaba se dando conta no meio do caminho de que as coisas realmente nunca mais vão voltar a ser como antes. E que esse amadurecimento é positivo e maravilhoso, mas pode ser um pouco doloroso também.
Desapegar de nossos velhos hábitos e (des)preocupações, planejar, economizar... crescer! Mas são aqueles olhinhos nos seguindo e aquele sorriso espontâneo ao ouvir sua voz que te movem a essa mudança. E você atravessa, segurando mãozinhas minúsculas que te fazem ser enorme e vencer todos os medos e inseguranças.
Aí você se dá conta de que essa travessia vai durar a sua vida toda e entende que essa é a sua motivação pra sempre continuar crescendo. E que vai fazer tudo que puder pra que essa pessoinha em quem você se vê hoje, tenha a mesma alegria nessas semelhanças.
Hoje quero ser uma pessoa de quem minha filha se orgulhe quando crescer!
Dorme meu pequenininho, Dorme que a noite já vem.
Teu pai está muito sozinho De tanto amor que ele tem.
De repente o vejo se transformar Num menino igual a mim
Que vem correndo me beijar, Quando eu chegar lá de onde vim...
(O filho que eu quero ter - Chico Buarque e Vinícius de Moraes)
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Pais músicos, bebê no palco!
Esse fim de semana tivemos uma experiência muito legal com a pequena Cecília. Levamos a bebê pela primeira vez a uma apresentação do nosso trio Maria Pimenta.
Foi na sexta-feira, num bar-restaurante chamado Armazém São Caetano. Levamos também a vovó Sol pra tomar conta enquanto a gente trabalhava, além de muitos amigos queridos que nos prestigiaram e estavam super dispostos a nos ajudar com a pequena.
Sair de casa com um bebê não é fácil. São muitos itens, malas, apetrechos, pra quem já não amamenta mais tem que levar sempre mamadeiras prontas e bem cheias, porque a gente nunca sabe... além das fraldas, roupinhas, paninhos, remedinhos... uma lista enorme, que desencoraja qualquer um a um passeio. Mas nós somos corajosos até demais!!
Tudo pronto, cadeirinhas no carro, instrumentos também, lá se vai a mais nova família pro seu primeiro show com a nova integrante.
O bar estava cheio de amigos, e lotado de pessoas querendo conhecer Cecília! Ela estava meio sonolenta quando chegamos, tinha tomado um remédio pra reduzir um pouquinho o refluxo e isso a deixou um pouco sem apetite e inquieta, mas ficou bem com a vovó durante a primeira entrada, no final acabou pedindo a mamãe e foi pro palco com a gente! Cantamos uma música juntas e fizemos um intervalo.
Estava muito calor e do palco, apesar de saber que estava tudo bem com a bebê e que a vovó estava cuidando direitinho, ficávamos apreensivos e sem muitas possibilidades, pois tínhamos que cumprir os horários do show e não os da bebê.
Acabamos pedindo pra vovó levar a Cecília pra casa e realmente ela ficou mais tranquila, relaxou depois de um banho e quando chegamos de madrugada pra buscá-la, estava num soninho muito gostoso.
A experiência foi boa pra gente ter um pouquinho menos de ousadia. A Cecília não nos impede de fazer nada, mas pra estar com a gente em algum lugar, é preciso que a gente possa estar om ela também e que esteja livre pra ir embora ou pra fazer o que for preciso por ela. Estando no palco, não temos essa possibilidade, então vamos deixar os shows com a Cecília pra quando ela estiver um pouco mais crescidinha e independente.
Foi na sexta-feira, num bar-restaurante chamado Armazém São Caetano. Levamos também a vovó Sol pra tomar conta enquanto a gente trabalhava, além de muitos amigos queridos que nos prestigiaram e estavam super dispostos a nos ajudar com a pequena.
Sair de casa com um bebê não é fácil. São muitos itens, malas, apetrechos, pra quem já não amamenta mais tem que levar sempre mamadeiras prontas e bem cheias, porque a gente nunca sabe... além das fraldas, roupinhas, paninhos, remedinhos... uma lista enorme, que desencoraja qualquer um a um passeio. Mas nós somos corajosos até demais!!
Tudo pronto, cadeirinhas no carro, instrumentos também, lá se vai a mais nova família pro seu primeiro show com a nova integrante.
O bar estava cheio de amigos, e lotado de pessoas querendo conhecer Cecília! Ela estava meio sonolenta quando chegamos, tinha tomado um remédio pra reduzir um pouquinho o refluxo e isso a deixou um pouco sem apetite e inquieta, mas ficou bem com a vovó durante a primeira entrada, no final acabou pedindo a mamãe e foi pro palco com a gente! Cantamos uma música juntas e fizemos um intervalo.
Estava muito calor e do palco, apesar de saber que estava tudo bem com a bebê e que a vovó estava cuidando direitinho, ficávamos apreensivos e sem muitas possibilidades, pois tínhamos que cumprir os horários do show e não os da bebê.
Acabamos pedindo pra vovó levar a Cecília pra casa e realmente ela ficou mais tranquila, relaxou depois de um banho e quando chegamos de madrugada pra buscá-la, estava num soninho muito gostoso.
A experiência foi boa pra gente ter um pouquinho menos de ousadia. A Cecília não nos impede de fazer nada, mas pra estar com a gente em algum lugar, é preciso que a gente possa estar om ela também e que esteja livre pra ir embora ou pra fazer o que for preciso por ela. Estando no palco, não temos essa possibilidade, então vamos deixar os shows com a Cecília pra quando ela estiver um pouco mais crescidinha e independente.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Ter um filho te deixa mais medrosa ou mais corajosa?
Faz muito tempo que esse título está aqui nos meus rascunhos e que venho amadurecendo essa ideia na convivência com a pequenina Cecília! Na verdade acho que a gente fica um pouco mais dos dois...
Ter um filho aflora nosso instinto protetor, e isso nos deixa mais corajosas a cada mínimo sinal de perigo para o bebê. A cada barulhinho de madrugada ou a cada barata que aparece que antes você jamais imaginaria matar. Agora você precisa proteger ao invés de "ser protegida" como poderia pensar em algumas situações.
Mas ao mesmo tempo a gente tem medo. Muito medo de tudo. A gente repensa cada pequena dor que teve na vida e teme não poder evitar que essa pequenina criatura passe por elas. Mesmo sabendo que é inevitável a gente teme.
A cada dorzinha de cólica da Cecília hoje, passam pela cabeça as minhas gripe, resfriados, febres noturnas, braços quebrados, corações partidos, cólicas menstruais... e a cabeça vai longe antecipando tantas dores da vida que fazem parte do caminho.
A cada ida ao médico pra tomar vacina, a gente sofre antes, durante e depois, já pensando nas próximas e em como você vai sofrer em casa por um ou dois dias.
Nessas horas a gente percebe o grande paradoxo da maternidade e dessa questão específica. Ao mesmo tempo que os medos bobos e inevitáveis crescem absurdamente a cada novidade que vamos vivendo, somos tomadas de uma coragem avassaladora para proteger, cuidar e fazer o impossível em nome da sua felicidade, mesmo sem saber ainda o que vai te fazer feliz no futuro.
Hoje a gente só quer ser forte pra poder retribuir com carinho e cuidado a felicidade imensa que você trouxe pro nosso mundo!
Ser mãe
É desdobrar fibra por fibra
Os corações dos filhos
Seja feliz
Seja feliz
(Mamãe coragem - Gal Costa)
Ter um filho aflora nosso instinto protetor, e isso nos deixa mais corajosas a cada mínimo sinal de perigo para o bebê. A cada barulhinho de madrugada ou a cada barata que aparece que antes você jamais imaginaria matar. Agora você precisa proteger ao invés de "ser protegida" como poderia pensar em algumas situações.
Mas ao mesmo tempo a gente tem medo. Muito medo de tudo. A gente repensa cada pequena dor que teve na vida e teme não poder evitar que essa pequenina criatura passe por elas. Mesmo sabendo que é inevitável a gente teme.
A cada dorzinha de cólica da Cecília hoje, passam pela cabeça as minhas gripe, resfriados, febres noturnas, braços quebrados, corações partidos, cólicas menstruais... e a cabeça vai longe antecipando tantas dores da vida que fazem parte do caminho.
A cada ida ao médico pra tomar vacina, a gente sofre antes, durante e depois, já pensando nas próximas e em como você vai sofrer em casa por um ou dois dias.
Nessas horas a gente percebe o grande paradoxo da maternidade e dessa questão específica. Ao mesmo tempo que os medos bobos e inevitáveis crescem absurdamente a cada novidade que vamos vivendo, somos tomadas de uma coragem avassaladora para proteger, cuidar e fazer o impossível em nome da sua felicidade, mesmo sem saber ainda o que vai te fazer feliz no futuro.
Hoje a gente só quer ser forte pra poder retribuir com carinho e cuidado a felicidade imensa que você trouxe pro nosso mundo!
Ser mãe
É desdobrar fibra por fibra
Os corações dos filhos
Seja feliz
Seja feliz
(Mamãe coragem - Gal Costa)
sábado, 9 de janeiro de 2016
As primeiras vacinas do bebê
Quem ama cuida, a gente ouve muito falar. Mas quando a gente tem filho descobre que muitos cuidados são tão necessários quanto difíceis, como primeiras vacinas do bebê.
Logo no segundo mês de vida, a gente começa a entender como uma mãe sofre junto cada dor do seu filhote! E com a gente não podia ser diferente. Fui te levar pra vacinar sem nenhuma informação prévia de como seria e acabei sofrendo um pouquinho!
Logo que chegamos ao posto de saúde, fizemos o seu cartãozinho e deixamos a caderneta de vacina com a enfermeira, que, não muito delicadamente, pediu pra aguardar fora da sala. Eu estava ansiosa e com medo de alguém te machucar. Cheguei a ter medo do que poderia fazer se alguma delas fosse grosseira com você de alguma forma e ainda bem que foi só nesse momento.
Quando entramos na sala, você estava meio sonolenta e foi acordando aos poucos. Primeiro foi uma gotinha, depois a enfermeira me pediu pra tirar sua roupinha e te segurar. Foram três injeções, duas em uma das coxas e uma só na outra, pois era a mais dolorida.
Quase não consegui te segurar pra essa última! Se eu pudesse pedir pra que ela aplicasse a injeção na minha testa no seu lugar, teria pedido! Fiquei com muita pena de você, mas na hora você foi muito corajosa e chorou só um pouquinho!
Chegamos em casa e você dormiu, mas quando acordou estava ainda dolorida e com febre, o que nos disseram que seria normal. A gente te deu um remedinho e um banho, além de fazer uma compressinha quente no local da vacina. Dava muita dózinha ver você triste, abatida, com aquele chorinho de tristeza. Fiquei o dia todo com você e cuidado a todo momento pra diminuir a sua dor.
Mas logo no dia seguinte você já acordou sorridente e feliz, como sempre!
Agora com três meses, na volta da nossa viagem, tivemos que levar você novamente pra vacinar.
Esperamos alguns dias, até você descansar da viagem, pois já tínhamos a experiência do mês anterior. Dessa vez foi uma picadinha só.
Você também ficou chatinha uns dias, mas dessa vez não teve febre e sua perninha também não ficou tão sensível. Você já está ficando mais forte... e nós também!
Logo no segundo mês de vida, a gente começa a entender como uma mãe sofre junto cada dor do seu filhote! E com a gente não podia ser diferente. Fui te levar pra vacinar sem nenhuma informação prévia de como seria e acabei sofrendo um pouquinho!
Logo que chegamos ao posto de saúde, fizemos o seu cartãozinho e deixamos a caderneta de vacina com a enfermeira, que, não muito delicadamente, pediu pra aguardar fora da sala. Eu estava ansiosa e com medo de alguém te machucar. Cheguei a ter medo do que poderia fazer se alguma delas fosse grosseira com você de alguma forma e ainda bem que foi só nesse momento.
Quando entramos na sala, você estava meio sonolenta e foi acordando aos poucos. Primeiro foi uma gotinha, depois a enfermeira me pediu pra tirar sua roupinha e te segurar. Foram três injeções, duas em uma das coxas e uma só na outra, pois era a mais dolorida.
Quase não consegui te segurar pra essa última! Se eu pudesse pedir pra que ela aplicasse a injeção na minha testa no seu lugar, teria pedido! Fiquei com muita pena de você, mas na hora você foi muito corajosa e chorou só um pouquinho!
Chegamos em casa e você dormiu, mas quando acordou estava ainda dolorida e com febre, o que nos disseram que seria normal. A gente te deu um remedinho e um banho, além de fazer uma compressinha quente no local da vacina. Dava muita dózinha ver você triste, abatida, com aquele chorinho de tristeza. Fiquei o dia todo com você e cuidado a todo momento pra diminuir a sua dor.
Mas logo no dia seguinte você já acordou sorridente e feliz, como sempre!
Agora com três meses, na volta da nossa viagem, tivemos que levar você novamente pra vacinar.
Esperamos alguns dias, até você descansar da viagem, pois já tínhamos a experiência do mês anterior. Dessa vez foi uma picadinha só.
Você também ficou chatinha uns dias, mas dessa vez não teve febre e sua perninha também não ficou tão sensível. Você já está ficando mais forte... e nós também!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Nossa viagem de fim de ano
Você nasceu em um ano difícil, filha! Crise econômica, perdas importantes de pessoas amadas, mudanças no trabalho, entre algumas outras dificuldades. Mas além da sua vinda, 2015 também trouxe muitas coisas boas, experiências novas, oportunidades de renovação, mudança de casa e novos projetos profissionais.
Foi com essa energia e a visão de coisas boas pela frente, que iniciamos nosso 2016! E foi também com a sua primeira viagem de férias! Fomos para São João da Boa Vista, onde nasceram seus bisavós e onde eu, quando criança, passava todas as minhas férias com meus primos e padrinhos queridos.
A viagem foi bem tranquila, pois a cidade fica a cerca de três horas de São Paulo e você dormiu o caminho todo! Seu pai foi dirigindo e levamos também o seu tio Marcelo e a bisa Santa, pra rever os parentes que ela também não via há algum tempo, além do seu irmão Augusto, pra onde fomos primeiro.
Ficamos lá a primeira noite, mas como era meio afastado da cidade e a estrada de terra dificultava um pouco o acesso caso chovesse, acabamos ficando os outros dias na casa da minha madrinha, em São João mesmo, mas na cidade.
A noite de ano novo foi muito tranquila, conheci filhos e filhas dos primos com quem eu brincava quando criança e fiquei muito feliz por ver que você também vai ter primos muito legais pra brincar e passar as férias. Pouco antes da meia noite, fizemos todos uma oração pra receber o novo ano e quando os fogos começaram, você adormeceu tranquila!
Seu pai e eu arriscamos um sertanejo no violão, mas ele acabou como sempre no Raul Seixas! No dia 1 de janeiro voltamos pra "roça" e almoçamos com a bisa. Todo mundo se encantou com a sua meiguice, sorriso fácil e até me perguntavam se você não chorava nunca! (Mal sabem eles...rs)
Mas durante a viagem você não chorou mesmo! Foi super boazinha além de não estranhar nenhum dos muitos colos que te embalaram. Depois disso, todos os dias tinha uma coisa legal pra fazer ou alguém pra visitar, até um casal americano super simpático que disse que estamos fazendo um bom trabalho pois você adormeceu no colo de outra pessoa.
Ainda não sei se estamos mesmo, mas está sendo cada dia mais divertido estar com você!
Voltamos na segunda-feira, com uma pausa em Campinas pra almoçar e te trocar, pois estava mais transito e muito calor. Você parecia muito bem, mas quando chegou em casa, dormiu muitas horas além do habitual, estava cansadinha da viagem.
Nos divertimos tanto que nem tiramos fotos. Deixa pro ano que vem... até lá você já vai estar mais crescidinha, talvez andando e falando não sei. Mas tenho a certeza de que vai encontrar por lá muito amor, que foi o que você deixou com seus olhinhos espertos e bondosos!
Obrigada por começar esse ano e essa vida com a gente, Cecília! <3
Foi com essa energia e a visão de coisas boas pela frente, que iniciamos nosso 2016! E foi também com a sua primeira viagem de férias! Fomos para São João da Boa Vista, onde nasceram seus bisavós e onde eu, quando criança, passava todas as minhas férias com meus primos e padrinhos queridos.
A viagem foi bem tranquila, pois a cidade fica a cerca de três horas de São Paulo e você dormiu o caminho todo! Seu pai foi dirigindo e levamos também o seu tio Marcelo e a bisa Santa, pra rever os parentes que ela também não via há algum tempo, além do seu irmão Augusto, pra onde fomos primeiro.
Ficamos lá a primeira noite, mas como era meio afastado da cidade e a estrada de terra dificultava um pouco o acesso caso chovesse, acabamos ficando os outros dias na casa da minha madrinha, em São João mesmo, mas na cidade.
A noite de ano novo foi muito tranquila, conheci filhos e filhas dos primos com quem eu brincava quando criança e fiquei muito feliz por ver que você também vai ter primos muito legais pra brincar e passar as férias. Pouco antes da meia noite, fizemos todos uma oração pra receber o novo ano e quando os fogos começaram, você adormeceu tranquila!
Seu pai e eu arriscamos um sertanejo no violão, mas ele acabou como sempre no Raul Seixas! No dia 1 de janeiro voltamos pra "roça" e almoçamos com a bisa. Todo mundo se encantou com a sua meiguice, sorriso fácil e até me perguntavam se você não chorava nunca! (Mal sabem eles...rs)
Mas durante a viagem você não chorou mesmo! Foi super boazinha além de não estranhar nenhum dos muitos colos que te embalaram. Depois disso, todos os dias tinha uma coisa legal pra fazer ou alguém pra visitar, até um casal americano super simpático que disse que estamos fazendo um bom trabalho pois você adormeceu no colo de outra pessoa.
Ainda não sei se estamos mesmo, mas está sendo cada dia mais divertido estar com você!
Voltamos na segunda-feira, com uma pausa em Campinas pra almoçar e te trocar, pois estava mais transito e muito calor. Você parecia muito bem, mas quando chegou em casa, dormiu muitas horas além do habitual, estava cansadinha da viagem.
Nos divertimos tanto que nem tiramos fotos. Deixa pro ano que vem... até lá você já vai estar mais crescidinha, talvez andando e falando não sei. Mas tenho a certeza de que vai encontrar por lá muito amor, que foi o que você deixou com seus olhinhos espertos e bondosos!
Obrigada por começar esse ano e essa vida com a gente, Cecília! <3
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