sábado, 27 de fevereiro de 2016

Uma mulher com corpo de mãe...

Depois de muito tempo refletindo, depois de algumas crises de aceitação e muitas revoltas contra o espelho, chega o momento de falar sobre isso. O momento em que o corpo ainda não está no lugar, mas a cabeça já oscila menos...

A gente muda tanto nesses dois aspectos que às vezes não consegue assimilar ao tempo de cada transformação.

A gravidez faz da mulher uma entidade santa! É uma barriga católica de Virgem Maria que carregamos nove meses sem o direito de ser mulher, de sermos desejadas, admiradas fisicamente, exceto pelo milagre que carregamos no ventre.

Junto com essa visão santificada do corpo, aparecem os ichaços, estrias, marcas e hormônios destruidores do nosso amor próprio, para que possamos atribuir todo amor do mundo ao serzinho que estamos carregando.

O parto é outro momento delicado e cheio de estigmas, cicatrizes, fases de recuperação e um cansaço que carregamos durante toda a amamentação e que destói qualquer resquício de individualidade que ainda fosse possível. Você agora é mãe! Ainda não voltou a ser uma mulher.

Aos poucos você vai voltando a se olhar no espelho e reparar no que mudou. É um processo doloroso em que não nos permitimos nem a auto-crítica. Nos culpamos pois é uma insatisfação física muito menos relevante do que a sua razão. Devíamos esquecer de tudo isso, pois a maravilhosa maternidade é o grande fator compensador.

Esse é o momento chave. É aí onde escolhemos, conscientemente ou não, aceitar nossa individualidade de volta e lutar pela aceitação ou nos "conformar" com as mudanças e assumir o papel de mãe de família.

Quero reforçar nesse caso a questão como "aceitação", pois em nenhum momento me refiro a uma questão específica de peso! É muito mais uma questão psicológica do que física. É muito mais fácil perder peso (se essa for a sua necessidade) do que se aceitar novamente como mulher depois de uma gravidez.

A gente precisa saber que não é pecado se cansar do choro do filho ou querer deixar o bebê com os avós pra se curtir como casal. A gente precisa saber que é importante se olhar e se admirar como mulher apesar das mudanças, sejam elas estrias, quilos a mais ou o fator da gravidade... São as marcas da vida.

Precisamos deixar que nossas experiências nos empoderem, e hoje vejo a maternidade como a mais poderosa das experiências, mesmo sendo a mais destruidora.

Estou em processo, é tudo muito recente, mas vejo claramente que somos sim uma família, somos um trio, mais que também somos dois, somos um casal, e ainda mais, ainda sou mulher. Ainda sou, novamente uma mulher. E que eu possa ser feliz com tudo isso...

E que minha filha possa ter orgulho dessa mulher quando crescer!
<3



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Desafio da Maternidade: Difícil é escolher apenas três

Algumas amigas muito queridas recentemente me marcaram em um desafio muito fofo no facebook, para mostrar nossa gratidão pela oportunidade de sermos mães e para mostrar o quanto isso nos faz felizes! Achei muito legal, mas me chamou mais atenção esse título e essa questão: O desafio da maternidade!

É fácil encontrar muitas fotos fofas de momentos maravilhosos e especiais com você, filha!! Mesmo em pouco menos de cinco meses que estamos juntas, sua vinda já me trouxe uma alegria sem tamanho!











Mas ser mãe me trouxe desafios na mesma proporção de cada alegria!

Ser mãe me desafia a reavaliar minhas atitudes, hábitos e comportamentos a longo prazo, me preocupando em ser um bom exemplo e alguém de quem você possa se orgulhar.

Ser mãe me desafia a repensar a minha carreira profissional, procurando opções que conciliem qualidade de vida, segurança financeira e tempo para gente conseguir curtir a companhia uma da outra.

Ser mãe me desafia a ser um porto seguro, ter confiança em mim mesma e nas minhas decisões, apesar dos inúmeros palpites e conselhos, sendo mãe da minha maneira.

Ser mãe me desafia a ser uma companheira mais compreensiva, mais presente, ter um diálogo constante e franco com o seu pai, para que a sua vinda jamais nos afaste, e sim fortaleça nosso amor.

Ser mãe me desafia a manter as amizades e aproximar você das pessoas queridas, tomando cuidado para não tornar a maternidade o centro de nossos assuntos o tempo todo.

Ser mãe me desafia o tempo todo e a todo momento. E é maravilhoso saber que isso não vai ter fim, pois sei que a cada etapa desafiadora, teremos novos aprendizados e as alegrias vão continuar multiplicando nosso amor!

"Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim!!..."
(Pétala - Djavan)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Comidinhas e suquinhos pro bebê: Descobrindo os sabores

Já estamos juntas há mais de quatro meses e nossas aventuras e descobertas continuam a todo vapor!

Como meu leite durou pouco e logo tivemos que complementar com a fórmula, sua pediatra nos orientou aos três meses a iniciar com os suquinhos e no quarto mês as comidinhas sólidas de verduras e legumes, a princípio uma vez ao dia. Você começou a descobrir os sabores e nós começamos a criar uma pequena rotina!

 Os suquinhos a princípio ajudaram muito pra regular o seu intestino, que ficava meio preso com o leitinho de fórmula. Você adora mamão! Laranja lima também, mas não é o preferido!

 Descobrimos um saquinho onde você experimenta as frutinhas sem o risco de engasgar com os pedacinhos e ainda aproveita para massagear as gengivas que já estão começando a coçar! É muito legal! Ganhamos da tia Ísis, que trouxe do exterior, mas nem sabia pra que servia...rs Mas existe no Brasil também, é da marca Munchkin, muito bom!!



Você já experimentou banana, ameixa e mamão, por enquanto as mais docinhas!

Com as papinhas salgadas estamos começando ainda, então não tivemos tempo pra muitas experiências. Mas já tivemos cenoura, batatinha com couve, acelga com tomate e algumas variações dos mesmos legumes. Estou ansiosa pra você experimentar a beterraba, mas você precisa se aperfeiçoar um pouco mais na habilidade com a colher e empurrar menos papinha pra fora... senão suas roupinhas e babadores vão ficar todos roxos!


Papai é muito melhor cozinheiro de papinhas do que eu, apesar de se confundir com os ingredientes pela falta de hábito com legumes e frutas! Mas está sendo ótimo pra ele fazer o seu almoço todo dia! Logo você vai começar a jantar também e quem sabe nos colocar nos eixos em relação aos nossos horários malucos!

Está sendo muito divertido o início dessa nova fase de descobertas! E aceitamos dicas e receitas de quem já passou ou está passando por ela também! E vamos pra feira!!! =)




quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O que você quer ser quando seu filho crescer?

Dizem que tudo muda quando você tem um filho. Quando a gente ouve assim, parece que como num passe de mágica, a criaturinha que nasce altera sua maneira de pensar, de agir, de planejar (ou não) o futuro... tudo imediatamente após o parto,

Mas não é bem assim. Conversando agora com uma amiga querida, encontrei uma definição do que pode ser esse momento. É como "atravessar um portal"... você entra do mesmo jeito e com o mesmo olhar, mas vai mudando conforme muda o cenário.

A maternidade muda as cores da casa, os horários e hábitos da família, a maneira de se relacionar dos pais... mas tudo gradativamente. Nossa ideia a princípio sempre foi incluir mais um na nossa rotina, fazendo as devidas adaptações. Parece muito simples e começamos fazendo assim...

Mas aos poucos a gente percebe que algumas coisas precisam mudar na nossa rotina e na nossa maneira de agir, não pelo bebê, mas pela nossa necessidade de nos transformar em pais, em porto seguro, em exemplos!

Coisas como comprar um cigarro eletrônico, que antes jamais passaria pela cabeça do papai fumante convicto... ou reduzir a rotina de aulas e shows para trabalhar com algo mais estável, algo antes desnecessário ou fora do planejamento. Panejamento a longo prazo então, antes de ter filho isso significa dois ou no máximo três anos, o tempo de um contrato de aluguel.

Hoje, longo prazo é pensar na festa de debutante da Cecília ou na sua faculdade, intercâmbio no exterior e em poder proporcionar coisas que tivemos que batalhar muito pra conquistar.

E é aí que repensamos a nossa vida e nossas escolhas. O que sou e o que faço hoje seria motivo de orgulho pra minha filha? O que fazer pra ser um bom espelho como pessoa, como mulher, como profissional...

São tantas interrogações e inquietudes ao passar por esse portal, que a gente acaba se dando conta no meio do caminho de que as coisas realmente nunca mais vão voltar a ser como antes. E que esse amadurecimento é positivo e maravilhoso, mas pode ser um pouco doloroso também.

Desapegar de nossos velhos hábitos e (des)preocupações, planejar, economizar... crescer! Mas são aqueles olhinhos nos seguindo e aquele sorriso espontâneo ao ouvir sua voz que te movem a essa mudança. E você atravessa, segurando mãozinhas minúsculas que te fazem ser enorme e vencer todos os medos e inseguranças.



Aí você se dá conta de que essa travessia vai durar a sua vida toda e entende que essa é a sua motivação pra sempre continuar crescendo. E que vai fazer tudo que puder pra que essa pessoinha em quem você se vê hoje, tenha a mesma alegria nessas semelhanças.

Hoje quero ser uma pessoa de quem minha filha se orgulhe quando crescer!


Dorme meu pequenininho, Dorme que a noite já vem.
Teu pai está muito sozinho De tanto amor que ele tem.
De repente o vejo se transformar Num menino igual a mim
Que vem correndo me beijar, Quando eu chegar lá de onde vim...
(O filho que eu quero ter - Chico Buarque e Vinícius de Moraes)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Pais músicos, bebê no palco!

Esse fim de semana tivemos uma experiência muito legal com a pequena Cecília. Levamos a bebê pela primeira vez a uma apresentação do nosso trio Maria Pimenta.

Foi na sexta-feira, num bar-restaurante chamado Armazém São Caetano. Levamos também a vovó Sol pra tomar conta enquanto a gente trabalhava, além de muitos amigos queridos que nos prestigiaram e estavam super dispostos a nos ajudar com a pequena.

Sair de casa com um bebê não é fácil. São muitos itens, malas, apetrechos, pra quem já não amamenta mais tem que levar sempre mamadeiras prontas e bem cheias, porque a gente nunca sabe... além das fraldas, roupinhas, paninhos, remedinhos... uma lista enorme, que desencoraja qualquer um a um passeio. Mas nós somos corajosos até demais!!

Tudo pronto, cadeirinhas no carro, instrumentos também, lá se vai a mais nova família pro seu primeiro show com a nova integrante.


O bar estava cheio de amigos, e lotado de pessoas querendo conhecer Cecília! Ela estava meio sonolenta quando chegamos, tinha tomado um remédio pra reduzir um pouquinho o refluxo e isso a deixou um pouco sem apetite e inquieta, mas ficou bem com a vovó durante a primeira entrada, no final acabou pedindo a mamãe e foi pro palco com a gente! Cantamos uma música juntas e fizemos um intervalo.



Estava muito calor e do palco, apesar de saber que estava tudo bem com a bebê e que a vovó estava cuidando direitinho, ficávamos apreensivos e sem muitas possibilidades, pois tínhamos que cumprir os horários do show e não os da bebê.

Acabamos pedindo pra vovó levar a Cecília pra casa e realmente ela ficou mais tranquila, relaxou depois de um banho e quando chegamos de madrugada pra buscá-la, estava num soninho muito gostoso.

A experiência foi boa pra gente ter um pouquinho menos de ousadia. A Cecília não nos impede de fazer nada, mas pra estar com a gente em algum lugar, é preciso que a gente possa estar om ela também e que esteja livre pra ir embora ou pra fazer o que for preciso por ela. Estando no palco, não temos essa possibilidade, então vamos deixar os shows com a Cecília pra quando ela estiver um pouco mais crescidinha e independente.