terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Um presente de Natal para Cecília

O fim de um ano encerra e recomeça. São ciclos se fechando e novos planos e metas sendo estabelecidos e uma aura de esperança toma conta dos corações. O ano em que você nasceu foi um ano difícil, filha! Muitas perdas, muita preocupação financeira, muitos dilemas profissionais e a sociedade acelerada e consumista jogando na nossa cara uma dura perspectiva de futuro.

Mas teimamos em ter esperança! E a sua vinda é a maior prova disso, dessa renovação que às vezes a gente tanto precisa!

Esse seu primeiro natal foi difícil, pois foi o primeiro também sem meu avôzinho querido! Mas também foi o primeiro na nossa casa, como família! Mantivemos a mesma união, muito disso graças a você!

Meu primeiro natal sendo mãe mudou muito minha perspectiva em relação a essa data. Me lembrei dos meus natais quando era criança e toda a expectativa pelos presentes desejados o ano todo, do místico papai noel, em que deixei logo de acreditar, das novenas de Natal em que o menino Jesus passava em várias casas reunindo as pessoas por uma mensagem de amor, mas principalmente, pelo afeto e carinho dos familiares.

Desde o amigo secreto, ou amigo ladrão, até as ceias deliciosas e fartas (nem sempre) mas que só podiam ser divididas à meia noite, depois do abraço com o desejo de um feliz natal.

No primeiro abraço desse ano estávamos nós três: Eu, você e seu pai. E o desejo de passar pra você todas essas boas recordações nos próximos natais da sua vida. Eu chorei, por sentir muita falta de um abraço em especial, e não é a primeira vez que isso acontece. Mas a saudade também faz parte do Natal. A lembrança de todas as pessoas que já amamos e que não estão mais com a gente.



Nossa casa como sempre ficou cheia, do dia 24 até o dia 28, com as nossas famílias e amigos queridos. Só não emendamos a festa com o ano novo pois planejamos a sua primeira viagem e tínhamos que preparar tudo.

Esse primeiro Natal não vai ser uma lembrança pra você, que ainda é muito bebêzinha, mas pra gente foi marcante e especial. O início de novas tradições e maneiras de comemorar, a primeira árvore de Natal, pequenininha e emprestada da sua bisa, mas ano que vem vai ser melhor!


Seu pai já prometeu inclusive que vai ter papai noel e uma árvore maior pra você ajudar a montar com a gente. Apesar das dificuldades desse ano, ganhamos de presente a renovação da nossa fé na vida! Queremos retribuir deixando pra você lembranças de muito afeto em todos os natais!

E que venha 2016!


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Quando o pai "ajuda" ou apenas faz o seu papel

Filha, a mamãe tem poucas lembranças boas de ter tido um pai na infância e adolescência, mas as poucas memórias que tenho são suficientes pra um pai de verdade me fazer muita falta! Jamais quero que você sinta isso e pelo que vivemos hoje acredito que seu pai vai ser uma pessoa fundamental e muito presente na sua vida, pois é assim desde a minha gravidez.

Quando conversamos com outras pessoas todos o elogiam muito dizendo que ele é super paciente, compreensivo, amoroso e divertido, o que é muito verdade! Mas as pessoas dizem também que ele "me ajuda muito"! Disso eu já discordo.

Uma casa, na minha visão, é de responsabilidade de todos os seus moradores em todos os sentidos! Então o que ele faz pra gente, desde que moramos juntos e principalmente na gravidez, não é ajuda! É uma parceria! Todo mundo faz tudo em casa, desde serviços domésticos, compras, comida, louça, roupas... claro que respeitando as habilidades e a disposição dos dois e em comum acordo! E sempre vivemos muito bem com isso.

Com você não seria diferente! A única coisa que seu pai não consegue fazer é te amamentar, como ele faz questão de dizer, mas todos os outros cuidados ele também tem e na mesma proporção! E na maioria das vezes, confesso, com muito mais paciência que eu!

Sei que nem todos os pais são assim e que nem todas as mães atribuem essa parceria a eles, aceitando todos os cuidados do filho como responsabilidade exclusiva. Essa possessividade muitas vezes pode até ser tentadora, mas me emociono ao ver você olhar pra ele na mesma forma que olha pra mim! E me emociono mais ainda ao ver como ele retribui.

Ele está perdidamente apaixonado por você, filha! (E quem não está!)


Ele troca sua fralda, faz mamadeira, suquinho, te dá banho e faz você dormir, sorrir e até tentar balbuciar suas primeiras palavrinhas. Coisas que acredito que todo pai de verdade deveria fazer. Coisas que não são simples e muitas vezes não muito fáceis, mas que fazem uma enorme diferença.

Pra ele, que fortalece a cada dia esse vínculo com você e pode te conhecer tão bem quanto eu curtindo cada fase sua. 



Pra mim, que além de mãe, não me sentindo sobrecarregada, consigo me ocupar de ser uma mulher de quem você possa se orgulhar em todos os aspectos, inclusive profissional.

E principalmente pra você, filha, que terá uma referência, ao menos no seu lar, de um desejo de sociedade menos condicionada a ser machista. E além disso, dois pais unidos e aprendendo juntos a deixar de ser um par e construir uma família!



"Quem dera pudesse todo homem compreender, ó mãe, quem dera
Ser o verão no apogeu da primavera
E só por ela ser

Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória
Mudando como um Deus o curso da história
Por causa da mulher" (Gilberto Gil)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Muito cuidado ao voltar a trabalhar depois da gravidez

Filhota, você nasceu no dia 01 e no dia 31 do mesmo mês a mamãe já estava no palco!
Ainda fiquei com você durante a semana, mas estava ansiosa pelos palcos de novo. Foi uma volta muito esperada, estava já com saudades de cantar, mas principalmente de cantar respirando, coisa que era quase impossível na gravidez.

Ao mesmo tempo foi um retorno um tanto quanto precipitado, pois a cicatrização dos pontos da cesárea leva no mínimo 90 dias. Nos primeiros shows eu até me segurava um pouco no palco, mas como a dor ia diminuindo, eu ia me empolgando e usando salto, dançando e curtindo muito as coisas que eu estava há um tempo sem fazer.

Mas meu corpo era outro e ainda estava em fase de mudança. Meus pontos acabaram inflamando um pouco e agora estou de repouso novamente depois de uma super bronca da médica! Posso no máximo caminhar, se quiser fazer alguma atividade física, mas carregar peso, pular e dançar (de salto!) nem pensar! Pelo menos mais um mês!

Ser mãe é uma delícia e passar um tempão em casa cuidando de você, te conhecendo, se adaptando a todas as mudanças é ótimo e super importante.


Mas a gente também precisa se sentir profissional de novo! Além de se descobrir e se renovar como mulher, a gente precisa se recolocar do cenário onde saiu.

No meu trabalho como cantora isso é muito difícil! O palco coloca a gente em evidência de uma maneira viciante, mas também ingrata em vários sentidos! Estar no palco grávida é muito bonito, mas quando a gente volta, acima do peso, parece que a cobrança pela imagem é imediata!

Mas com esse sustinho leve, tive um aprendizado importante. Mais um aprendizado sobre paciência e esperar o tempo das coisas. Quando se trabalha tendo o corpo como instrumento, ele precisa estar equilibrado e saudável (independentemente da forma física).

Vou estar em mais dois shows em dezembro e tentar me conter, além de usar sapato baixinho. Voltando aos poucos e tentando reduzir uma pressão que é muito maior de dentro pra fora, mas que a gente também sente de fora e precisa só saber usá-la pra impulsionar o retorno, mas respeitando nossos limites.

Talvez um dia você entenda esse efeito que o palco nos causa, é apaixonante.

Mas hoje te olhando dormir, descobri mais uma vez que você também é, na letra soprada pelo Elvis bem na hora: "but I can't help falling in love with you..." <3



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Quem sou eu agora, depois de ser mãe?

Agora você já dorme uma noite inteira, filha! Já não depende só do meu peito pra se alimentar. Já consegue me reconhecer, mas também aceita o carinho do seu pai, avós, tios... E apesar de não ter ciúmes disso e nem me preocupar, pois sei que sempre vou ser sua mãe, começo a me perguntar novamente: quem sou eu?

Filha, eu faço tudo por você! Nosso amor só cresce a cada dia e quero poder te proporcionar a melhor vida, com os melhores valores e todo o carinho e cuidado. E por isso mesmo hoje tenho que ser um pouquinho "egoísta" e pensar em mim. Como ser um exemplo pra você, não só de mãe, mas de mulher. Como fazer você conhecer a mulher que eu sempre fui e que ficou adormecida pra que você pudesse nascer.


Estou voltando a trabalhar, mas meu corpo está diferente, minha voz demora um pouco pra me obedecer de novo como antes, minha disposição é grande, mas tenho muito mais afazeres pra dividir com o tempo de estudos, projetos e trabalhos. É impossível nesse momento não priorizar o seu choro, seu pediatra, suas vacinas, o aprendizado do dia a dia ao seu lado.

Mas sinto que preciso parar pra me observar como indivíduo e ajustar a sua rotina à minha, compartilhando nossas necessidades. Agora mesmo interrompo meu texto pra te acalmar...

Duas horas depois, depois de acalmar, amamentar, complementar com a mamadeira, acalentar, trocar e deixar você com o seu pai pra ele te fazer dormir... tenho uma crise de choro e volto pra tentar terminar o texto.

Meu choro é silencioso, sem pedir colo. Eu sou o porto seguro agora e não posso nunca mais deixar de ser. Hoje mesmo disse à minha mãe que ela tem esse direito sim, de ser mulher, de pensar no seu trabalho, se cuidar, de pedir ajuda quando não der conta... mas acho que começo a entender essa cobrança de sempre ter que dar conta de tudo.



Você ainda não dormiu, está resmungando, deve ser cólica... tenho músicas pra ensaiar amanhã e nem tive tempo de estudar direito. Passei pela cozinha e tive que escolher entre terminar o texto ou lavar a louça, o que é sempre a última opção...rs

Nunca gostei de fazer as coisas com pressa ou pela metade, mas é um momento em que essa cobrança pessoal e profissional só faz mal. É preciso ter calma e se dar esse tempo. A licença maternidade não é só pra cuidar de você, filha, é pra cuidar de ser mãe (e pai), que a gente ainda não sabe!

É possível se reinventar e se redescobrir, mas é um caminho mais lento pra muitas coisas, um exercício diário de paciência e companheirismo. Mas o que me move acima de tudo é o desejo de ser um dia pra você o que sua vó hoje é pra mim. Uma mãe maravilhosa, mas acima disso uma mulher que eu admiro e confio.

A cobrança talvez seja inevitável, mas acho que é possível ao menos não se culpar pelos momentos de individualismo, não se martirizar pela demora do corpo em voltar pro lugar, não deixar de planejar, mesmo que mentalmente, objetivos profissionais e dividir as tarefas para que sejam realmente tangíveis. Talvez a minha ansiedade esteja precipitando as coisas e com o tempo as coisas comecem a ficar mais tranquilas na minha cabeça.

A gente pode errar como mãe e não ser perfeita na visão do filho, mas é importante acima disso que a gente não se esqueça de quem é como pessoa, pra que além da vida que a gente quer proporcionar ao filho, a gente possa realmente compartilhar a nossa!

Vamos dormir que amanhã tem ensaio e você vai com a gente, filha!




quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O cotidiano de uma cantora grávida

Mamãe é cantora, filha! E papai é baixista, dos melhores que eu já vi! Somos músicos e trabalhamos juntos desde que nos conhecemos, tocando em festas de casamento, além de termos montado também uma banda de pop rock chamada Maria Pimenta.

Durante a gravidez, mamãe não parou de cantar! Afinal, tínhamos que nos preparar para o meu período de "licença maternidade"! Trabalhar por conta própria, principalmente como musicista, tem dessas coisas! Fora isso sempre amei o meu trabalho e, mesmo com os enjoos do início da gravidez, me sentia muito bem no palco com você na barriga!



Tenho até um DVD gravado com a banda Acqua Marina no quarto mês, com a barriguinha querendo aparecer! Ainda não dava pra marcar bem a barriga, mas já não dava pra esconder! Apesar do palco e desse tipo de trabalho às vezes deixarem a gente meio encanada com a forma física, foi legal ter esse registro, mesmo com essa dificuldade no figurino.



Nos meses seguintes, você foi crescendo e a barriga aparecendo, o que tornava ao mesmo tempo mais divertido e mais cansativo o meu trabalho. Todo mundo sempre foi super atencioso e carinhoso com a gente, músicos e equipe da banda, além do pessoal que sempre acompanhava as apresentações do Maria Pimenta em barzinhos. E eu já usava figurinos deixando a barriga em evidência.


Seu pai, do lado, só me dava bronca pedindo pra eu não pular e dançar demais, mas eu ainda me sentia bem disposta então era difícil me controlar! Depois do quinto mês, passados os enjoos, eu estava radiante!!

E ele também, todo feliz!

E todo mundo queria ficar perto da gente, tirar foto, colocar a mão na barriga... Você já era o centro das atenções antes mesmo de nascer!


Só que a mamãe ficou enorme!!! Já era difícil respirar falando, pra cantar então começava a ser cada vez mais sofrido! Na última apresentação em um bar, os meninos tiveram que me ajudar cantando, pois eu já estava bem cansada aos sete meses! E você se mexia bastante também, não sei se gostava ou se já estava cansada também...


Nos meus últimos shows com a banda já não cantava tudo sozinha, sempre tinha outra cantora que também fazia a parte mais agitada... Eu até dava uma escapadinha pra dançar um pouco, até seu pai começar a olhar feio e me pedir pra descansar! 


Até oito meses e meio você esteve comigo no palco, filha! Dividi com você todo o amor pela música, pelo trabalho e pelos amigos queridos que te esperavam também cheios de carinho.



Te levei comigo em todos os cantos e sons, e sei que hoje minha voz é mais leve e mais doce depois de ter passado pelas batidas do seu coração, que vai ficar pra sempre dentro de mim. Espero que um dia a gente possa dividir o palco de novo, filha! Foi maravilhoso!

"Some people want it all but I Don,t want nothing at all
If it ain,t you baby, if I ain,t got you baby
Some people want diamond rings, some just want everything
But everything means nothing If I ain,t got you!" (Alicia Keys)

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Quando a gente começa a amar um filho?


Sabe aquela história de que na gravidez você já se sente mãe e já ama seu filho na barriga mais que tudo?! Mentira, filha!! Como amar alguém que você ainda nem conhece?! O amor é construção, é dia a dia... e a barriga só preenche a gente de expectativa e, sim, muitos sentimentos bons! Mas te amar mesmo, eu te amo hoje!

Comecei a te amar um pouquinho quando te vi nascer! Mas ainda estranhei o seu rosto, não te achava tão bonita, não me reconhecia em você ainda. E ainda estava sob o efeito da cirurgia, anestesia, tensão... por mais mãe que eu já fosse, tinha dores e não é tão automático assim como dizem esquecer as dores e só pensar nos filhos!

Te amei um pouquinho mais quando te levaram pro quarto! Depois que eu já tinha tomado um banho e me sentia melhor, consegui olhar direito pro seu rostinho, suas mãozinhas, seus pézinhos minúsculos e comecei a me ver, a ver o seu pai e o nosso futuro.


Fui te amando mais um pouquinho a cada tentativa de te alimentar, no meu peito ou na mamadeira! Um misto de amor e preocupação, além de muita cobrança implícita em cada comentário! "Não, imagina... você não é menos mãe se não amamentar..." Mas a gente se acha ainda menos mãe, porque é mãe há muito pouco tempo! Essa preocupação ainda era maior do que o amor... mas ele estava crescendo...


E você também!

                             
Fui te amando a cada mudança no seu choro, desde o chorinho delicado e baixinho do início até os berros de madrugada que tiravam (e ainda tiram) a gente do sério. Fui aprendendo a me acalmar e entender que era só o que você podia fazer, já que não sabia preparar seu próprio leite ou pular no meu peito sozinha, muito menos trocar a própria fralda! Dependia da gente pra tudo!


Mas a gente também passou a depender de você! E o amor só aumentava...


Amei mais você quando a gente começou a se entender e parecia que você também reconhecia o meu olhar e o meu toque! Isso não é automático também pra você, afinal, lá de dentro deve ser bem diferente né? Aqui é tudo tão grande e assustador... e eu talvez tenha demorado um pouco pra parecer um porto seguro pra você, pois não tinha nem segurança pra te dar banho direito...



Mas quando consegui, amei!! Amei você e esse contato com o seu corpinho, suas descobertas! Como você adora banho!! E a gente filmava, e cantava e se encantava com cada esboço de sorriso seu. E se assustava com cada movimento brusco ou aquela primeira vez que você engoliu um pouquinho de água!! O susto às vezes nos dá a dimensão do quanto o amor está crescendo!


E você começou a sorrir! Nosso coração sorria junto!! Ficou mais fácil acordar no meio da noite, ficou mais fácil deixar de sair quando estava muito frio, ficou mais fácil esquecer a bagunça na casa pra te dar prioridade em tudo, ficou mais fácil viver sabendo que você estava feliz! E então soube que já te amava mais que tudo. Mas soube também que esse "mais que tudo" é maior a cada dia!


Hoje você completa dois meses aqui com a gente!

Fico ansiosa pra nossa vida inteira juntas e, ao mesmo tempo que tenho medo de te ver crescer, fico ansiosa pra cada fase e quero descobrir o mundo pelos seus olhos. Aprender quem é você e te ajudar a ser o que você quiser. Te amar me faz amar mais o mundo, o seu pai, a mim mesma. Me faz querer ser um espelho bom de se olhar, como minha mãe é.

O amor é essa construção, filha! Não é gratuito nem automático! O instinto pode até ser sim, de cuidado, proteção... além de uma cobrança muito grande que sinceramente acho desnecessária! Só é "menos mãe" alguém que abandona um filho! As mães são apenas diferentes umas das outras, assim como os filhos! E cada uma constrói essa relação com os filhos à sua maneira.

O importante é que a gente faz tentando acertar... e o amor vem! Quando você já está esgotada e cansada de acordar de madrugada, o bebê dorme até de manhã! Ou quando já está pensando em desistir de dar o peito ou já desistiu, você percebe que o bebê fica feliz com o seu contato e o alimento, não importando de onde vem! Ou quando você se olha no espelho e não reconhece seu corpo mais, mas olha pra um rostinho tão pequeno e já consegue ver traços seus.

O amor não vem fácil... é uma conquista... uma escolha... muitas escolhas, algumas renúncias...

Quando você for mãe, você vai me entender!
E vai entender que o seu sorriso é o que faz tudo valer a pena!

Obrigada, filha!
Te amo!