segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Tive bebê e vamos pra casa! E agora?!!!


Filhos são maravilhosos, mas bebês são bombas relógio!... Essa frase definiu minha primeira semana sendo mãe!


Você nasceu linda, com 3,440 Kg e 49cm! Uma nenezona super saudável!!



Olha que pezinho mais fofo!


Eu te olhava, filha, e era muito amor, muito carinho e gratidão pela sua vinda. 


Mas ao mesmo tempo, um ponto de interrogação gigante sobre tudo!


Se o berço pra mim já era pequeno sem você, quando te coloquei nele então, fiquei perdida...rs


Vocês bebês são a coisa mais fofa do mundo, só tem um probleminha: Não tem manual de instruções! E só tem uma maneira de dizer pra gente que precisam de alguma coisa: chorando!


Você até que não chorava muito, mas mesmo assim, no começo era difícil decifrar as razões. Mesmo tempo poucas opções, a gente acabava se confundindo!



Com o tempo a gente vai aprendendo o que é fome, cólica, sono, fralda cheia, manha... frio e calor são os mais difíceis pra mim, mas acho que você sente bem mais frio do que eu...



E a água da banheira então? Seu pai toma banho fervendo e eu gelado! Como saber?! A sorte é que a vó Sandra deu pra gente um termômetro de banheira e usamos bastante nesse início! Mas até isso a gente vai descobrindo como você prefere!



A temperatura do leite da mamadeira também foi aos poucos, mas pra isso você nunca ligou muito! Seu apetite sempre foi ótimo desde o início e, mesmo tomando mamadeira, nunca recusou o peito da mamãe ou os cházinhos da bisa!


Eram poucas horas de sono, mas dormir com você é um sono de tanta paz, que vale o dobro filha! E aos poucos a gente acabou aprendendo a lidar com as dúvidas e a ter só uma certeza: de que cada vez mais elas iriam aumentar!


A cada dia a gente foi te conhecendo e te amando mais, e aprendendo a entender as suas necessidades. A cada dia também os questionamentos foram aumentando conforme você crescia! E em uma semana você já tinha feições diferentes da maternidade. Já chorava com mais força. Segurava nossa mão com mais força.

Isso pra gente era a grande força pra lidar com as dúvidas e dificuldades que na verdade só estão começando!

"Through all the things my eyes have seen
The best by far is you

If I could fly
Then I would know
What life looks like from up above and down below
I'd keep you safe
I'd keep you dry
Don't be afraid Cecilia
I'm the satellite
And you're the sky!" (Andrew McMahon In The Wilderness)





sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Como lidar com as dificuldades na amamentação

Filha, como é gostoso amamentar! Sentir você se alimentando do meu leite, no meu peito, segurando minha mão que além do alimento te passa meu calor e segurança. Tenho o privilégio de poder fazer isso por você e sou muito grata por isso, mas não foi assim tão fácil desde o começo.


Amamentar não é apenas um ato de amor! É também uma escolha difícil, dolorosa e da qual muitas vezes as mães são privadas por pura falta de orientação e cuidado.

No nosso primeiro dia em casa tivemos bastante dificuldade em nos adaptar. No hospital aparentemente estava tudo certo, as enfermeiras olhavam você no meu peito e diziam: está pegando o peito, então está tudo bem! Mas você dormia bastante e, como no começo o bebê tem uma reserva e o leite ainda é o chamado "colostro", mais líquido, ficava difícil saber se estava saindo mesmo e se seria suficiente pra te alimentar.

No primeiro dia em casa já tivemos nossos problemas. Saímos num dia complicado e acabamos ficando na casa da vó Sol, ambiente estranho pra nós duas. O que precisávamos mesmo nesse dia era de tranquilidade para essa adaptação. Você chorava muito e estava insegura, faminta. Eu tentava te alimentar, mas não sabia te colocar direito no peito, você me arranhava, ficávamos as duas nervosas e todos em volta preocupados e, querendo o melhor, diziam que eu não tinha o leite e que estava deixando você com fome, como aconteceu com a minha mãe quando eu era bebê.

Acabei convencida de te dar uma fórmula na mamadeira, o que resolveu temporariamente a questão da sua fome, mas não conseguia aceitar que tinha seios enormes e que não produziam leite!


Assim que consegui, fui com você na pediatra e tivemos muita sorte! A Dra. Regina era de um grupo de apoio relacionado à amamentação e nos orientou muito bem, Me mostrou como apertar o mamilo para que o leite saísse, como poderia varia a sua posição no meu colo pra te dar mais conforto, disse que eu poderia te dar algumas gotinhas do leite de fórmula pra te acalmar pra que você não viesse tão nervosa pro meu seio e acabasse me machucando, me incentivou a tentar amamentar, pois eu tinha sim o leite necessário, mas também me deixou tranquila com as outras possibilidades, caso não desse certo, Senti nesse momento que era um escolha.

Confesso que no início foi uma opção difícil, A sensibilidade nos mamilos, o sono e o cansaço da madrugada e a dor da cirurgia são os desafios iniciais, fatores físicos que, somados aos psicológicos e às influências externas, podem desencorajar a amamentação.

Tive muito apoio do seu pai nesse sentido também. Ele ficava angustiado querendo poder fazer algo pra te ajudar a pegar o peito da forma correta, aliviar a minha dor e sempre deixar a meu critério caso não estivesse disposta, além das inúmeras garrafas de água que ele até hoje vai buscar na hora do seu leitinho!

Tive sorte também por não ter tido fissuras ou machucados no seio. Um cuidado essencial pra isso foi a pomadinha de lanolina que ganhei da minha amiga super gêmea, Fernanda. Outro aspecto muito positivo foi que, conforme seu apetite foi aumentando, pude intercalar as mamadas te oferecendo também a mamadeira.

Muitos bebês se acostumam com o bico da mamadeira e não pegam mais o peito depois disso, mas você se adaptou bem aos dois e nunca recusou nenhum deles até hoje!


Fico muito feliz por ter tido essas informações a tempo, o que não acontece com muitas mulheres e as impede de vivenciar essa experiência tão bonita e especial! Enquanto meu amor continuar enchendo meus seios, estarei aqui de peito aberto pra te acalentar e alimentar!

Muito carinho a todas as mães, que amamenta(ra)m ou não! A amamentação é maravilhosa, mas é um processo delicado e muitas vezes difícil e doloroso. Ajuda e palpites são ótimos, mas aí vai o meu: nada como a orientação profissional! E respeito às escolhas de cada família!

"Só é possível te amar
Ouve os sinos, amor
Só é possível te amar
Escorre aos litros, o amor" (Nando Reis)

Como escolher (de novo) o nome do bebê

A escolha de um nome é uma decisão difícil para os pais, mais uma de muitas! No nosso caso fizemos isso duas vezes!


Como já te contamos aqui, você enganou a gente até o quinto mês e que a gente achava que viria um menino, lembra filha? Pois é, foi bem difícil entrar num acordo, mas depois de muito pesquisar, conversar, fazer numerologia, decidimos que você seria Raul! Quando nos disseram que você era menina, tivemos que começar esse processo todo de novo...rs

Assim que ficamos sabendo que você era uma menininha, não sossegamos enquanto não tomamos logo essa decisão, mas o que sempre tivemos em mente era que ao escolher, não seria apenas o nome de um bebê, e sim de uma pessoa, pra vida toda! Muita responsabilidade!!

Tínhamos muitas ideias, queríamos ser criativos, mas sem algo muito diferente, que você pudesse não gostar! É difícil escolher algo tão importante pra alguém que a gente ainda nem conhece. Pensamos muito e ficamos com três opções: Cecília, Bianca e Júlia. Esse último gerava um conflito por conta da maneira de escrever, seu pai preferia com J, mas eu gostava mais de Giulia.

Além da música do Chico Buarque,  consideramos também a Santa Cecília, que é padroeira dos músicos, e Cecília Meireles, uma grande artista brasileira.


Fizemos até uma enquete no facebook e Cecília foi o mais votado. Combinamos com os sobrenomes e finalmente decidimos juntos, o que foi muito importante! A princípio nenhum nome escolhido agrada a todos da família, mas papai e mamãe precisam estar de acordo, e foi o que priorizamos.

Não sabemos se no futuro você vai gostar, mas desde que vimos o seu rostinho pela primeira vez, soubemos que a escolha do coração foi a escolha certa e que o mais importante é pensar nisso com carinho e cuidado e, claro, muito amor!

Cecília
Chico Buarque
 
Quantos artistas
Entoam baladas
Para suas amadas
Com grandes orquestras
Como os invejo
Como os admiro
Eu, que te vejo
E nem quase respiro

Quantos poetas
Românticos, prosas
Exaltam suas musas
Com todas as letras
Eu te murmuro
Eu te suspiro
Eu, que soletro
Teu nome no escuro

Me escutas, Cecília?
Mas eu te chamava em silêncio
Na tua presença
Palavras são brutas

Pode ser que, entreabertos
Meus lábios de leve
Tremessem por ti
Mas nem as sutis melodias
Merecem, Cecília, teu nome
Espalhar por aí
Como tantos poetas
Tantos cantores
Tantas Cecílias
Com mil refletores
Eu, que não digo
Mas ardo de desejo
Te olho
Te guardo
Te sigo
Te vejo dormir


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Você quer parto normal ou vai fazer cesárea?

Em todas as inúmeras vezes que ouvi esse pergunta (campeã dos curiosos na gravidez) não pude deixar de sentir um friozinho na barriga! Essa era uma das maiores, talvez a maior das minhas angústias na gravidez: o parto!

No início pensava em tentar o parto normal, pensava que talvez por ter muita flexibilidade, não sofresse tanto tempo para ter a dilatação necessária. E também pensava que seria a condição mais natural e, portanto, mais tranquila. Nessa fase ouvi pessoas que nem conhecia direito me chamarem de louca por isso e tentarem me convencer do contrário, sem ao menos terem passado pela experiência de um parto!

Conforme o tempo passava eu fui tentando não pensar tanto nisso, pois como minha mãe e a médica diziam, era algo que a gente teria que decidir mais próximo do fim da gravidez, de acordo com as nossas condições físicas.

Mesmo assim as pessoas questionavam, opinavam, me contavam experiências terríveis que tiveram ou que ouviram falar, tanto do parto normal quanto da cesárea, me fazendo chegar à conclusão de que colocar outro ser humano no mundo era algo sofrido, doloroso e péssimo!

Justamente por isso faço questão de descrever aqui a minha experiência, que foi muitíssimo melhor do que tudo que me disseram!


Nos últimos exames que fizemos a médica já dava indícios de que a cesárea seria mais recomendada pois o bebê já estava com bastante peso (e a mamãe também!), mas em nenhum momento isso foi uma imposição. Sempre tive abertura para escolher e estava muito à vontade pra isso.

Na 37ª semana, você já tinha tamanho de 40ª, então decidi que marcaria a cesárea, até mesmo porque na semana seguinte seria dia 01/10, aniversário do meu tio, irmão da sua avó Sol, que infelizmente você não vai conhecer. Ele era muito especial e por isso queria que essa data continuasse sendo importante pra nossa família. Era uma quinta-feira.

Eu e seu pai chegamos no hospital às 05h da manhã e logo segui para a sala onde seria preparada junto com outras duas gestantes. Eu estava surpreendentemente tranquila nesse momento, estava muito feliz porque você ia chegar! Era o que eu mais queria, então estava pronta pra enfrentar o que fosse, inclusive a tão temida anestesia.

Tudo correu muito melhor do que eu pensava e, apesar de uma queda de pressão após a anestesia, não senti nenhuma dor e foi tudo muito rápido! Seu pai e a vó Sol entraram na sala, o que me deixou mais tranquila ainda por saber que estava perto! E então às 6h26 você apareceu, chorando, toda roxinha, com manchas vermelhas no rostinho mais lindo que eu já vi na vida! Muita alegria e emoção, você estava bem e saudável!

Seus avós, tios e padrinhos foram te ver no hospital e se apaixonaram à primeira vista também! Seu pai ficou com a gente no hospital e tivemos alta no sábado por volta do meio dia. Minha maior dor nesse processo todo foi a primeira vez que levantei da cama, logo após a cirurgia, antes mesmo de trazerem você pro quarto. Depois do primeiro banho, foi ficando tudo mais tranquilo e a recuperação também foi muito mais rápida do que me disseram!



Depois de quinze dias fui tirar os pontos da cirurgia e já não tomava mais medicamentos! Minha experiência foi ótima e hoje acho que o momento de trazer um bebê ao mundo é mágico e maravilhoso, não importa a maneira que isso aconteça.

O parto é algo único e extremamente pessoal, cabe a cada mulher a decisão e suas consequências. O que mais ajuda nesse momento é apoio, diálogo, companheirismo e uma atitude positiva em relação ao que a gestante decidir. Meu momento foi inesquecível e não poderíamos ter tido pessoas melhores ao nosso lado, filha!

Você chegou cercada de carinho e cuidado e nossa vida a partir desse dia iria mudar pra muito melhor!


"Meu coração pulou
Você chegou, me deixou assim
Com os pés fora do chão
Pensei: que bom...
Parece, enfim acordei
Pra renovar meu ser
Faltava mesmo chegar você" (Tunai)

sábado, 21 de novembro de 2015

Como manter a sanidade no último trimestre da gravidez

Todo mundo adora as grávidas! É um período da vida em que as mulheres são seres sublimes gerando um milagre! Fato! Porém, na prática, passamos por situações nada sublimes, principalmente no último período, que pra mim foi o que mais se arrastou!

Não digo que foi difícil, pois estive bem o tempo todo e sem nenhuma complicação física que comprometesse a nossa saúde. Mas já estava no pico da ansiedade e ainda faltavam quase três meses ainda!! Já não estava dando aulas, cantava em alguns eventos, mas já estava diminuindo o ritmo, mas não tinha disposição pra muita coisa em casa! Estava muito inchada e ganhei peso absurdamente a partir desse período.


Tive alguns desejos, principalmente envolvendo morangos! Por isso sua vó Sandra desde antes de você nascer já te chamava de moranguinho! Mas fora isso, comia tudo que via pela frente!! Algo que se tiver uma próxima gravidez, com certeza vou tentar não repetir! Mas seu pai já saiu de madrugada pra buscar um sorvete chicabon num posto de gasolina, também foi procurar pamonha quase dez da noite e fez uma feijoada na semana que você nasceu! 



Ele sempre foi muito fofo com a gente! Mas o meu maior desejo mesmo era de ver o seu rostinho e segurar você no colo aqui fora!

Além do seu pai ter sido muito paciente e atencioso, a presença dos nossos amigos em casa foi fundamental pra nós três! Conversar, espairecer, falar sobre outros assuntos, comer pizza ou churrasco... nos ajudavam a amenizar a situação, além de nos ajudar com outras experiências, palavras de conforto e dicas de quem já tinha passado por isso,

Quando essas dicas vinham dos nossos amigos, era ótimo! Mas a questão, como eu disse no início é que todo mundo ama as grávidas! A grávida é um evento público!...rs Pessoas desconhecidas ou com quem não tinha a menor intimidade se sentiam no direito de contar coisas ruins que aconteceram com outras grávidas, opinar, tocar, questionar, muitas vezes de forma inconveniente e até agressiva!

No começo a gente é muito educada, dá uma risadinha amarela e desconsidera. Mas no último trimestre quando já estamos explodindo, literalmente, só precisamos de palavras de conforto e carinho e não de palpites e histórias terríveis pra nos assustar ainda mais.


Foi bom estar em casa nesse período, cercada de pessoas que só tinham amor pra dar, mas ainda assim a gente não escapa dessas coisas. De qualquer forma, apesar de muitas vezes sentir uma certa maldade, prefiro sempre pensar que as pessoas nos desejaram o bem e se foram inconvenientes, foi por querer ajudar. 

Marcamos o seu parto para  dia 01 de outubro de 2015, era uma quinta-feira! No domingo da mesma semana foi a feijoada! E a semana parece que durou trinta dias! Estava acabando, mas na verdade estava só começando o milagre que é você!

"É um milagre
Tudo que Deus criou
Pensando em você
Fez a via-láctea
Fez os dinossauros
Sem pensar em nada
Fez a minha vida
E te deu!" (Djavan)

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Seu Domingos, meu avô!

"Eu era pobre, como até hoje ainda sou. Mas quando nasceram os meus filhos eu virei o homem mais rico do mundo"

Foi assim que ele nos fez chorar quando contamos que você estava a caminho, filha! Seu Domingos e Dona Santa, meus avós, foram os primeiros a receber a notícia pessoalmente e ele foi o único a emocionar seu pai, que estava todo preocupado com as contas que iam aumentar!
Meu avô fez a gente chorar!


Suas palavras simples e sempre verdadeiras eram a marca de sua sabedoria e experiência. Mas acima de tudo de sua doçura e carinho com filhos, netos e bisnetos, mesmo os que ainda estavam por vir.

Quando eu e meu irmão éramos crianças ele foi mais do que um avô! Supriu a nossa ausência de pai assumindo os dois papéis, sempre presente, atencioso, carinhoso e firme! Sempre ao lado da sua Santinha, com um amor declarado e dividido há cinquenta anos, que transbordava como referência pra família e pra todos que tiveram a oportunidade de conhecê-los.



Infelizmente ele não pôde te conhecer, filha. Me lembro dele me dizendo isso, no meu sétimo mês de gravidez, quando o levávamos pro hospital: "Queria tanto conhecer minha bisneta!". E depois no hospital, mesmo bem abatido, exibia minha barriga com orgulho de pai-avô e dizia a meu respeito "ela é minha primeira neta!".

Hoje já são quatro meses sem ele. Por muito pouco ele não dividiu mais essa alegria com a sua Santinha, a de segurar você no colo com um amor que brotava dos seus olhos e nunca tinha fim. Há quatro meses ficamos todas órfãs do nosso paizão e mais uma vez ele fez a gente chorar.
Ele se foi sereno, sem sofrimento, no alto dos seus oitenta e cinco anos de exemplos de vida. O que nos consola, mas nos deixa ainda mais saudosos.



Ele é presente em tudo:
Nas expressões "acaipiradas" que a gente imitava, no macarrão de domingo que a gente não consegue mais fazer, no lugar na ponta da mesa, na feira de quarta, nas ferramentas, madeiras, latinhas, cachacinhas, no truco do churrasco, nas pescarias e histórias depois do jantar, pizzas no sábado à noite (sem milho), nos passarinhos, cachorros, no papagaio que ainda espera ele chegar, nas histórias de infância e no orgulho que ele sempre teve de todos nós, filhos e netos. Nos jogos do Palmeiras, paixão que ele deixou de lembrança, e nas tantas boas lembranças que a mamãe queria muito poder dividir com você.


Dona Santa te pegou no colo, trocou suas fraldas, te amou por dois, pois ele ficou em nós através dela. Seu Domingos infelizmente se foi antes disso, mas você sentiu. Você sentiu a minha tristeza da barriga, esteve comigo e com ele no hospital, nas visitas, na UTI e acompanhou a nossa tristeza na despedida, com toda a família e amigos que ele só acumulou durante a vida.

Você sentiu a nossa tristeza pequenininha na barriga, nunca em nenhuma ocasião eu te sentia mexer tanto e tão intensamente. Parecia querer nos confortar e dizer que ao levar um anjo de nossas vidas, estaríamos recebendo outro anjinho lindo que era você!


Ele nos ensinou a ter alegria nas coisas simples e firmeza de caráter, a colocar a família sempre em primeiro lugar e não ter preguiça nem vergonha do trabalho, qualquer que fosse. Ele era lindo, fofo, carequinha, magrinho mas com as mãos carinhosas mais pesadas que eu já conheci...rs Fazia a melhor pipoca do mundo e adorava pão com salsicha! E um ovinho frito, "bem fritinho não faz má..." dizia quando a gente implicava com o colesterol.

Poderia escrever um livro de lembranças, memórias e ensinamentos, mas esse é apenas um registro pra que você saiba que, apesar dessa tristeza no final da minha gravidez, você foi e é o anjinho que nos deu a alegria que a gente tanto precisava.

O que eu sou está impregnado da presença dele e vai passar pra você naturalmente, filha! Você vai conhecê-lo por mim e pelas boas e muitas histórias.

E vai ser palmeirense também, né?!

"Lampião de gás
Lampião de gás
Quanta saudade
Você me traz..." (Inezita Barroso)

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Arraiá da Cecília

Fazer um chá de bebê é uma maneira bacana de juntar os amigos e a família ansiosos pela nova vida que chega e ao mesmo tempo dar um apoio aos pais emocionalmente e materialmente em coisas do dia a dia que serão necessárias a partir do nascimento! Fraldas, lenços umedecidos, produtos de higiene e muitas coisas que antes de ter um bebê a gente nem imagina o quanto vai usar.

A gente queria muito fazer essa reunião, mas estávamos indecisos por alguns motivos. Não queríamos um chá convencional, só com mulheres e aquela coisa tradicional e em alguns aspectos até machista! Queríamos celebrar mais do que o seu nascimento, o nascimento de uma família!

Pensamos em fazer um churrasco, ideia do seu pai, mas acabamos mudando de ideia pela quantidade de pessoas! Seria difícil eleger um churrasqueiro pra trabalhar a festa toda! E a ideia era que todos ficassem mais à vontade.

Como estávamos em julho, tivemos a ideia de esticar um pouco o tema das festas juninas e fazer um arraiá! Deu muito certo: Arraiá da Cecília!!!

Tinha pipoca, cachorro quente, bolo, docinhos típicos e muita paçoca! O pessoal acabou trazendo muita coisa gostosa também, você não lembra mas comemos bastante!!



A decoração estava impecável, graças à Maitê e a Maria Clara, com ajuda da vó Sol, que pensaram e prepararam tudo com muito carinho, já que a mamãe não é lá muito habilidosa com artesanato e trabalhos manuais, Mesmo assim fiz o bolo de fraldas na noite anterior, enquanto seu pai tinha saído pra tocar num casamento!



Vieram todos os nossos amigos do trabalho, amigos de infância e de outros lugares, familiares queridos, vizinhos, alunos e mais duas grávida!! Marina e Adriana! Infelizmente não pude ir no chá de nenhuma delas, mas com certeza você vai conhecer o Enzo e a Lara, filha!

A festa teve direito a música ao vivo também, mas a mamãe já estava começando a ficar sem ar, então o pessoal acabou cantando por mim! E além de cantar, a Natasha também providenciou lembrancinhas lindas de sabonete pra todos os convidados!



Foi tudo simples, mas foi maravilhoso receber o carinho de todos em nossa casa! E também foi um momento oportuno para celebrar, pois nosso trimestre ainda ia ter uma tristeza muito grande, que só a sua vinda ajudou a superar!

Tudo foi no momento certo, filha, principalmente você!


"Não sei se o mundo é bom
Mas ele ficou melhor
Quando você chegou
E perguntou
Tem lugar pra mim?" (Nando Reis)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Trabalhar faz bem para a gravidez

Pelo menos pra minha foi muito importante! E nós trabalhamos, viu filha!! Alem dos shows com a banda, a mamãe também dá aulas de canto e trabalhava em uma escola super legal em Santo André!
E o mais legal dessa escola eram os alunos!

Todos eram sempre muito carinhosos e compreensivos, desde as minhas faltas por conta de enjoos no início, até a minha transição para a licença maternidade e o seu nascimento. Eu tinha um aluno chamado Raul inclusive, que foi a primeira opção para o seu nome enquanto você ainda "era menino"...rs

Tinha alunos e alunas adolescentes, que vibravam com cada novidade a seu respeito e também dividiam suas histórias de família com a gente.


Tinha uma aluna criança, super fofa, chamada Sofia, que junto com a sua mãe, também sempre perguntavam de você e como eu estava me sentindo.



Os adultos todos também te esperavam comigo! Davam conselhos, presentes, apoio pra eu parar de trabalhar e voltar a trabalhar quando me sentisse bem, além de me deixar tranquila também como profissional, pois a gravidez em nada tinha me mudado nesse aspecto, exceto pela minha sensibilidade e ponto de vista para as interpretações, que jamais seriam tão profundas sem a sua presença no meu ventre.

Claro que o cansaço batia em alguns momentos, em dias de muitas aulas seguidas ou quando eu esquecia algum lanchinho pra beliscar nos intervalos, pois a fome era constante! Nesses momentos eu contava com meus colegas queridos, que também eram muito prestativos e às vezes apareciam com um cafézinho ou alguma palavra de conforto!


Falando dessa maneira parece que foi fácil, e hoje, vendo seu rostinho, vejo que realmente valeu a pena, porém o mercado de trabalho em qualquer área, não é assim receptivo com a gravidez! A preocupação inicial sempre é com o período de licença, seja ela remunerada ou não, o que é pior ainda! O pensamento inicial também é sempre no quanto isso vai ser prejudicial para o negócio e muitas vezes a questão do ser humano é lembrada somente quando a grávida se pronuncia e se posiciona com firmeza!

Existe ainda uma dificuldade muito grande em lidar com essa questão profissional durante a gravidez, o que deixa muitas vezes a mulher fragilizada e se questionando no que essa condição de mãe poderia realmente limitar o seu trabalho.

Eu agradeço muito aos meus colegas e alunos, pois em nenhum momento me fizeram aceitar esse tipo de questionamento e sempre deixaram muito claro que o nosso bem estar estava em primeiro lugar, filha! E isso realmente fez toda a diferença e vai fazer toda a diferença pra quando a mamãe resolver voltar a trabalhar!

São essas pessoas que vão vir te visitar e te tratar com todo o carinho e gentileza que sempre me trataram enquanto você estava na barriga! E tenho certeza que você vai reconhecer a voz de todas!!


"Cantar é mover o dom do fundo de uma paixão
Seduzir As pedras, catedrais, coração
Amar é perder o tom nas somas da ilusão
Revelar todo sentido" (Djavan)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A pergunta mais ouvida na gravidez...

"É menino ou menina?!"...

A primeira grande curiosidade que aos três ou quatro meses já seria desvendada... Ou não!

Eu tinha quase certeza que você era menina, filha! Fizemos apostas, ouvimos vários palpites, fizemos simpatias até o nosso segundo ultrassom, que, com você maiorzinha já nos daria essa resposta. Estávamos seu pai e eu dessa vez e soubemos que estava tudo bem com você, peso correto, tinha crescido direitinho na barriga e era... Menino!!! 

Isso mesmo, filha! Você era menino...rs


Assimilamos a ideia, contamos pra todo mundo, começamos a pensar no seu nome e estava difícil chegar num consenso. Cheguei a concordar com o seu pai que já te chamava de Raul, mas ainda não conseguia conversar com você na minha barriga usando esse nome. Achei que era porque não tinha gostado muito do nome, mas no fundo já sabia que alguma coisa estava estranha!

Um mês e meio depois, no próximo exame, estávamos lá crentes de que seria de rotina e procurávamos apenas enxergar o menininho no meio daquelas manchas na tela, quando no meio das informações de peso e tamanho ouvimos: sua menina está bem e saudável mãe!!!!
Eu, seu pai e a vó Sol levamos um susto!!! Menina?!... Raul é menina?!!.rs Sim, era!! A médica se confundiu com o cordão umbilical no primeiro ultrassom e acabou dando uma certeza precipitada! Ainda bem que não tínhamos feito nada com nome e nem comprado coisas de menino, apesar de depois ter muitas coisinhas verdes e azuis pra você, filha! Não vejo nenhum problema, certo?!

Seu pai ciumento teve que assimilar a ideia de ter uma menininha! Fumou um maço inteiro de cigarros quando soubemos e não descansou até decidirmos o seu nome. De novo!!!...rs


"Mulher barriguda que vai ter menino
Qual o destino que ele vai ter?
Que será ele quando crescer?" (Secos & Molhados)

terça-feira, 10 de novembro de 2015

A importância dos avós desde a gravidez

Filha, como eu comentei esses dias, ter avós é uma coisa maravilhosa!! Os seus são incríveis, amáveis, participativos, cheios de amor! Mas é interessante observar como é a participação de cada um deles, da gravidez até esse seu primeiro mês de vida.


Os pais do seu pai, Sandra e Doriano, ficaram super eufóricos com a notícia e vieram fazer a festa aqui em casa cheios de bagagem na van! Você mal tinha nascido e sua vó Sandra já tinha comprado mil apetrechos e até uma máquina de fazer sorvete pra você...rs Preocupada com as vitaminas que eu tinha que tomar, querendo me ajudar com a limpeza da casa, que segundo seu pai "ela adora" mas eu duvido...rs E seu avô só coração, emocionado e ansioso, contando pra todo mundo a notícia e prometendo que pararia de fumar assim que você nascesse.

Meus pais, na verdade minha mãe e meu padrasto querido, também muito animados! Sempre que eu reclamava dos enjoos minha mãe me acalmava, dizia que ia passar, me ajudava com as roupas que iam servindo menos a cada mês e torcia secretamente pra que você fosse uma menininha pra ela vestir de rosa!


 Sempre cheia de afazeres, pois tinha os pais dela e uma casa pra cuidar, dava um jeitinho de passar em casa sempre que podia pra ver se estava tudo bem e também tentar ajudar a gente e alguma coisa! E o Mauro seria avô sem ser pai! Na verdade no coração ele é, mas fraldas e noites sem dormir não tinham feito parte da experiência de vida dele (até então...rs)!

Com eles tudo ficou muito mais fácil pra gente! Com as suas diferenças de estilo e personalidade, nossos pais (seus avós) ajudaram cada um à sua maneira e quando não estavam por perto, sentíamos muita falta, principalmente seu pai, pois a distância nesse caso era um pouco maior.

Pensando sobre isso esses dias, acho que entendi um pouco porquê seus avós, e os avós de um modo geral, sempre ficam muito empolgados desde o início, enquanto a gente sofre com enjoos, ansiedade, preocupação com dinheiro e tudo mais, eles já sabem de tudo! Já sabem que vamos passar bem por tudo isso porque eles também conseguiram! E acho que é uma sensação de continuidade, de missão cumprida, de renovação muito mais intensa do que a nossa surpresa e expectativa de nos tornarmos pais.


Se tornar avô e avó também é um processo, mas eles já conseguiam te imaginar um bebêzinho, já sabiam o trabalho e as alegrias que você ia nos dar, já sabiam inclusive as aflições, medos e angústias que passavam e passariam pela nossa mente de novos pais... por isso nos ajudaram e nos ajudam tanto!

Se um dia eu te disser que "quando você for mãe, vai entender"... acredite, vou saber o que estou dizendo! Suas avós sempre souberam e só agora, realmente, consigo entender!


"Como é, minha mãe?
Como vão seus temores?
Meu pai, como vai?
Diga a ele que não se aborreça comigo

Quando me vir beijar outro homem qualquer
Diga a ele que eu quando beijo um amigo
Estou certo de ser alguém como ele é
Alguém com sua força pra me proteger
Alguém com seu carinho pra me confortar
Alguém com olhos e coração bem abertos
Para me compreender" (Gilberto Gil)

Grávida!

Como é emocionante a certeza de um ser sendo gerado dentro da gente, filha! E como é bom dividir isso com as pessoas que a gente ama! Mas ao mesmo tempo muita coisa passa pela cabeça quando a gente começa a imaginar tudo que vem pela frente.

Mesmo assim os primeiros momentos dessa certeza são de muita empolgação. Contamos logo pra todo mundo que você estava a caminho e foi muita alegria pra todo mundo. Mensagens e ligações assim que saímos do laboratório no domingo mesmo!!

Vó Sandra e vó Sol ficaram eufóricas, vô Doriano só falava nisso e o "vôdrasto" Mauro tava todo orgulhoso! Avós são a melhor coisa do mundo, e os meus avós maternos foram os primeiros a saber pessoalmente da novidade. 

Sua tia Ísis chorou no telefone, ficou emocionada e todo mundo começou a te esperar e te imaginar. Ainda não sabíamos nada a seu respeito, e essa sensação iria nos acompanhar por longas 38 semanas (mas também não sabíamos ainda quanto tempo seria!).

E ia começar também a minha condição de grávida! Muita gente diz que a gravidez é maravilhosa e que tem muita saudade dessa época, mas há controvérsias! É fato que as pessoas vão te mimar, te tratar diferente, com privilégios, mas ao mesmo tempo vão se achar no direito de te fiscalizar, te julgar, decidir e palpitar sobre o que é melhor pra você... Essa é a parte chata!

Além disso, pra mim teve uma outra coisa, que só agora eu consigo entender. Se durante a gravidez eu conseguisse saber quem e como você é, filha, tudo teria sido mais fácil, mas a gravidez é uma barriga que cresce junto com a ansiedade! E sua mãe é muito ansiosa! Os nove meses se arrastaram à sua espera! É mil vezes melhor com você aqui fora.

Ainda bem que pudemos contar sempre com muito apoio das famílias e amigos, que esperavam com a gente, mas ajudavam a manter a calma e o bom humor nos momentos mais difíceis. E nos momentos bons tabe, com a primeira festinha que a gente fez pra comemorar a notícia!




Muitas outras vieram em seguida e vou te falar de cada uma delas e de como fomos amadurecendo a cada fase e nos tornando sua família! 

"A voz do anjo
Sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido
Já escuto os teus sinais
Que tu virias
Numa manhã de domingo
Eu te anuncio
Nos sinos das catedrais"

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Primeiros três meses de gravidez

É filha, nem tudo são flores e maravilhas na gravidez! Os três, quatro primeiros meses foram de muito enjoo e indisposição! Mudança de paladar, zero apetite, quase matei seu pai de fome, pois passava pela cozinha já com vontade de vomitar!

Foi aí que ele aprendeu a cozinhar, e muito bem por sinal!! Mesmo assim eu não comia nada...




Essa fase pra mim foi uma das menos agradáveis em todo o processo, pois as mudanças físicas começaram bem agressivas e eu nem conseguia te imaginar direito... mal tinha barriga, não sabia se você era menino ou menina e você era um embriãozinho pequeno demais pra se mexer dentro de mim e dar algum sinal de que estava tudo bem.

Estava tudo muito no começo e eu já pensava lá na frente! Pensava em como seria o parto, pensava no seu rostinho (de menino ou menina), até quando conseguiria trabalhar durante a gravidez e seu pai já começava a alterar as planilhas e as nossas economias. Muitas perguntas na cabeça e poucas definições.




Tivemos um acompanhamento médico bem legal e surpreendente, pois não esperava muito do atendimento do meu convênio, nada luxuoso! Mas a Dra. Isabela foi atenciosa desde o início, tentando me deixar tranquila com o que ainda estaria por vir!

A primeira vez que vimos você, estávamos eu, seu pai e a vó Sol! Você era uma coisinha minúscula, mas já aparecia dentro de mim! O primeiro ultrassom geralmente é muito emocionante pra maioria das mães, mas não foi pra mim! Eu queria muito mais do que aquele borrão que me mostraram! E precisava de algo mais concreto, que eu só teria depois de algum tempo, nos seus primeiros movimentos no meu ventre,

Mas foi bom te ver! Foi concreto, definitivo e transformador!
Assim como hoje é cada dia ao seu lado!




"Oh!baby, baby,eu preciso parar
Essa paranóia tenho que eliminar
Mas o que eu procuro você escondeu na barriga
Não quer me entregar..." (Raul Seixas)

domingo, 8 de novembro de 2015

Grávida?

Foi uma linda história de amor, que daria outro blog, mas a gente te conta quando você for maiorzinha! Seu pai e eu tivemos um encontro lindo na vida e depois de muitos contratempos, conseguimos ficar juntos! Ficamos noivos em dezembro de 2014 (qualquer dia te conto essa história!) e planejamos nos casar em outubro de 2015, mas nos mudamos em janeiro pra "Mississipi"... (o nome da rua!)

Foi uma festa! Aliás, muitas festas!! E no meio dessas comemorações todas, uma suspeita!! Janeiro e Fevereiro de churrascos, carnaval na chácara com os amigos... até que algo estranho... menstruação atrasada era até normal, tentar perder peso e não conseguir era normal também... aquele enjoo constante parecia ressaca... mas enfim admitimos a possibilidade e compramos muitos testes, pra ter certeza...rs

Eu, seu pai e tio Vini combinamos de gravar um jingle aqui em casa nesse dia. Fiz um teste, mas molhou na pia, desajeitada... deu positivo mas não quis acreditar,,,. e estávamos tomando cerveja... fiz mais um pra ter certeza e largar de vez o(s) copo(s)... mas já não apareciam mais as duas fitinhas! Fiquei super tranquila no negativo, gravamos a noite toda, mas de alguma maneira eu já sentia que ia demorar bastante pra eu beber de novo... Guardei um teste pro dia seguinte.

Positivo! Parece que o enjoo da ressaca já estava diferente!

Teste de hospital.. só sairia no dia seguinte... mas a gente já te esperava! Tanto que quando fomos buscar o resultado, num domingo pós show com a banda, sabíamos que o negativo seria uma notícia triste!


Positivo! Bora pro churrasco! A partir de agora, sem álcool... e com muitas mudanças!

Comemoramos a notícia junto com o aniversário do Daniel, com karaokê e bolo da fofa! "Is'nt She lovely", eu cantei... mas ainda não imaginava o quão amável mesmo você seria!!

E assim começamos a te esperar, te imaginar e a contar pra todo mundo que você estava a caminho!

A ficha ainda estava longe de cair.... (e você jamais vai entender essa expressão!!)


"E quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
E te mudou a direção..."
(Lulu Santos)

Hoje

Ainda tem muita coisa pra te contar antes de chegar no dia de hoje, filha, mas preciso abrir esse parêntese. Quero explicar o motivo de escrever e de compartilhar isso, também com outras pessoas, que estão me acompanhando e vão te acompanhar ao crescer.

Você fez um mês de vida há uma semana. Parece pouco, mas como diria sua tia Ísis, o que pra gente é um prazo curto, pra você é uma vida inteira. A sua vida inteira.
Como a Simone (de Beauvoir) já comentou nos anos 1960: "Ninguém nasce mulher: torna-se mulher"... e assim é ser mãe, um "tornar-se" a cada dia. E nesse um mês eu me tornei muita coisa além de mãe. Não quero de jeito nenhum perder, esquecer ou passar por essa experiência sem poder dividir de alguma forma, tanto com você, pois talvez um dia você passe por isso também!, quanto com as outras pessoas que podem nos ajudar ou ser ajudadas pela nossa experiência.

Do dia que você nasceu até hoje, muita coisa já mudou... estamos nos tornando amiga, companheiras, íntimas de choro e silêncio. Percebi isso ontem de madrugada quando estávamos sozinhas esperando seu pai voltar do trabalho. Seu pai e eu somos músicos, você desde a barriga nos acompanhava nos eventos até de madrugada, mas ontem ficamos em asa, eu e você. Nos conhecendo, sentindo o desejo de cada uma. E isso é muito legal!

Já consigo perceber seus desejos, dores, olhares e aquela cabecinha maluca que você faz quando está com fome procurando meu peito! Já consigo te dar esse amor líquido, sem me cansar e sem a dor de torcer pra você parar. Já consigo te fazer parar de chorar com um abraço ou uma massagem nos pezinhos que você tanto gosta. Já consigo te deixar em paz quando precisa de um tempo antes da próxima troca de fraldas... Pequenas coisas por enquanto, mas que me tornam mais mãe a cada dia. Mais Sua Mãe!

Você já consegue reconhecer a minha voz! Já consegue me pedir o que precisa e o que eu preciso, quando me espera paciente com olhinhos doces e curiosos! Já segura a minha mão quando te alimento e o choro quando te acalanto, mesmo que seja cantando Queen! Já entende nossos amigos loucos e queridos, recebendo todas as visitas com a tranquilidade que eu sei que veio nos ensinar!
Mais minha a cada dia! Minha filha!

Não foi e não será de um dia pro outro, mas estamos nos tornando uma linda família!
Você precisa saber disso!

Você precisa saber de mim...

"Baby, baby, I love you!!"

sábado, 7 de novembro de 2015

Cecília



Ela veio pra mudar tudo! E pra deixar cada vez mais as coisas como são.
Chegou pra fazer a gente ter rotina, se preocupar com alimentação, comportamentos, palavrões, dinheiro, futuro...  Coisas que em partes, na minha cabeça, muitas vezes iam acontecendo apenas!
Com Cecília precisa planejar... mas ao mesmo tempo é deixar acontecer tanta coisa nova a cada dia que foi preciso pensar inclusive em registrar tudo isso!
Há muito tempo a jornalista em mim adormecia... leve, pra que a cantora pudesse trabalhar. Agora é tudo junto: Jornalista, cantora, professora, "esposa"(odeio essa palavra) e agora mãe!
Então é pra você, Cecília, que começo esse registro, falando de tudo, do dia a dia, da nossa relação que vai se criando a cada abraço, choro ou troca de fraldas.
De ir te conhecendo aos poucos com muita verdade e o maior amor do mundo.
De todo mundo que quer participar disso com a gente dando força, dando opiniões e conselhos, que às vezes a gente reluta em admitir, mas muitas vezes precisa.

Cecília, a mãe te ama tanto! Quero uma história linda pra você, por isso quero dividir um pouquinho do quanto a minha história mudou quando você chegou!

Eu e seu pai vamos fazer de tudo pra você ser feliz da mesma forma que está fazendo isso pra gente!
Bem vinda! Vida!

"Te olho
Te guardo
Te sigo
Te vejo dormir..."
(Chico Buarque)